MERCADO FINANCEIRO
Moeda norte-americana tem menor cotação desde 18 de junho
O dólar voltou a cair e fechou nesta terça-feira (24), no menor nível em mais de um mês, a R$ 3,7439 (-1,03%), cotação mais baixa desde 18 de junho. O cenário externo favorável e a perspectiva de que a candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) ganhe fôlego com o apoio dos partidos do Centrão, que deve ser anunciado formalmente na quinta-feira (26), estimularam as vendas da moeda norte-americana. Operadores relatam que há ainda um movimento de agentes se desfazendo de operações compradas de dólar. Nas mesas de câmbio, os profissionais gostaram da entrevista que Alckmin deu segunda-feira à noite no programa Roda Viva da TV Cultura. Segundo o diretor de uma gestora estrangeira de recursos, se o empresário Josué Gomes, filho de José de Alencar, aceitar ser vice do tucano, os mercados podem ter nova onda de melhora.
Papéis da Vale puxa valorização da Bovespa
Com o cenário externo favorável e o otimismo com a corrida eleitoral no Brasil, o Índice Bovespa voltou a ganhar tração e subiu 1,49%, alcançando 79.154,98 pontos. É o maior nível desde 24 de maio (80.122 pontos), período em que o índice estava em declínio, em meio à greve dos caminhoneiros. Apesar do bom humor dos agentes, o volume de negócios não chegou a ser expressivo, somando R$ 9,2 bilhões. A ação da Vale foi o carro-chefe da valorização da Bolsa. Papel de maior peso na composição do Ibovespa, a ação subiu 3,45% e trouxe com ela os papéis do setor siderúrgico. O motivo da alta foi o upgrade promovido segunda-feira pela agência de classificação de risco Moody's, que elevou o rating da mineradora para "grau de investimento", condição que havia sido perdida em 2016. A Vale divulga seus resultados trimestrais hoje.
Alta generalizada nas bolsas da Ásia, Europa e Américas
Entre as siderúrgicas, os destaques ficaram com CSN ON (+6,35%) e Gerdau PN (+2,94%), além de Bradespar PN, sócia da Vale, que avançou 4,66%. No mercado internacional, dando continuidade aos altos e baixos , houve alta generalizada entre bolsas da Ásia, Europa e Américas, influenciadas por balanços acima do esperado e as sinalizações de estímulo econômico da China, que prometeu uma política fiscal "mais proativa". As commodities metálicas também subiram, o que também ajudou a impulsionar as ações de empresas da cadeia do aço. Já os preços do petróleo avançaram refletindo as tensões entre os Estados Unidos e o Irã, o que impulsionou as ações da Petrobras (+1,77% na ON e +2,08% na PN).
Em dia positivo, juros futuros fecham em queda
A melhora do humor no exterior e da percepção do risco eleitoral no Brasil levaram os juros futuros a fechar em queda ao longo de toda a curva nesta terça-feira. O dia foi bastante positivo para os ativos de economias emergentes, o que leva o dólar abaixo dos R$ 3,75 e contribui para o alívio nas taxas, além do recuo do retorno dos Treasuries. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou na mínima de 6,690%, de 6,723% na segunda no ajuste, e a do DI para janeiro de 2020 caiu de 8,14% para 8,05%. A taxa do DI para janeiro de 2021 encerrou a 9,05%, de 9,11%, e a do DI para janeiro de 2023 terminou em 10,33%, de 10,36%. A taxa do DI para janeiro de 2025 fechou em 10,91%, de 10,93%.





