Economia Atualizado em 18/07/2018, 13:01
Mercado financeiro
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 17 de julho de 2018
Agência Estado 
Dólar (desceu)
Ibovespa (subiu)
Moeda americana fecha aos R$ 3,8450, em baixa de 0,46%
Na contramão do movimento de alta que predominou no mercado internacional, o dólar firmou-se em baixa ante o real nesta terça-feira (17), marcada pela liquidez reduzida nos mercados futuro e à vista. Depois de ter enfrentado alguma instabilidade pela manhã, a moeda americana consolidou o viés negativo à tarde e fechou aos R$ 3,8450, em baixa de 0,46%. Os negócios no mercado à vista somaram US$ 443 milhões e, no futuro, US$ 12,9 bilhões. Profissionais do mercado apontaram um movimento de desmontagem de posições compradas no mercado futuro como principal motivo para a queda. Mas houve também quem tenha percebido fluxo de recursos para o mercado de ações.
Ibovespa sobe 1,93% e ganhos voltam aos dois dígitos
O Ibovespa manteve trajetória firme de alta durante toda a sessão de negócios e voltou a operar no nível dos 78 mil pontos - o que não ocorria desde o dia 4 de junho deste ano. Pesaram positivamente para o bom desempenho o clima mais ameno no exterior e a expectativa de que a safra de balanços no Brasil traga números mais positivos. A Bolsa fechou aos 78.130,30 pontos, em alta de 1,93%. Com isso, em um mês, os ganhos voltaram ao patamar dos dois dígitos (10,42%). O giro financeiro, porém, manteve-se na média dos últimos 30 dias e ficou em R$ 10,5 bilhões. As blue chips ajudaram a sustentar o índice. Ganharam destaque as ações do setor financeiro.
Juros futuros registram queda em curto e longo prazo
Os juros futuros fecharam a sessão regular em queda tanto nos contratos de curto quanto nos de longo prazo, mas as taxas que mais recuaram foram as dos vencimentos do chamado "miolo da curva", que têm concentrado a liquidez. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 encerrou em 6,715%, de 6,783% ontem no ajuste, e a do DI para janeiro de 2020 caiu de 8,20% para 8,08%. A taxa do DI para janeiro de 2021 terminou em 9,11%, de 9,18% ontem no ajuste. A taxa do DI para janeiro de 2023 terminou em 10,57%, de 10,66%, e a do DI para janeiro de 2025 fechou em 10,25%, de 10,34%.
Mercado reage às declarações do presidente do FED
Mesmo antes das mínimas do dólar, os juros já se firmavam em queda desde o fim da manhã, determinada pela reação do mercado às declarações do presidente do FED, Jerome Powell . Ao mesmo tempo em que mostrou uma visão otimista sobre o desempenho da atividade econômica, também sinalizou postura gradualista na condução do aperto monetário. O dirigente disse que o mercado de trabalho em solo americano está forte, mas pelo crescimento moderado dos salários, não causa alta da inflação. Na avaliação da economista-chefe da Azimut Brasil Wealth Management, Helena Veronese, o que mais agradou foi a sinalização "de que a inflação está subindo por causa de combustíveis e não por causa dos salários".


