Mercado financeiro
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 11 de julho de 2018
Agência Estado 
Dólar (subiu)
Ibovespa (desceu)
Dólar sobe com aumento da tensão comercial externa
Moeda americana termina sessão em R$ 3,8755
O aumento da aversão ao risco na economia mundial, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar tarifas extras em US$ 200 bilhões de produtos importados da China, provocou novo dia de fortalecimento do dólar na economia mundial e fez a moeda subir 1,91% no Brasil, a maior alta desde 26 de junho, terminando a sessão em R$ 3,8755, perto das máximas do dia. O real foi a segunda moeda no mundo que mais perdeu valor ante o dólar, atrás apenas da divisa da Turquia. Com a pressão para a alta, o Banco Central ficou novamente de fora do mercado de câmbio, marcando o 13º dia seguido sem ofertas extraordinárias de novos contratos de swap.
Índice Bovespa fecha em baixa de 0,62%
O cenário internacional adverso foi determinante para o viés negativo do Índice Bovespa, que fechou em baixa de 0,62% aos 74.398,55 pontos. Em meio à forte onda de aversão ao risco no exterior, no entanto, o bom desempenho de ações específicas, como Eletrobras e bancos, impediu uma queda maior do principal índice de ações da B3. Os negócios somaram R$ 9,8 bilhões. "Hoje a bolsa seguiu muito à risca o comportamento do mercado internacional, sobretudo as commodities. Mas é preciso fazer uma ponderação, uma vez que o mercado brasileiro teve um comportamento melhor, se comparado aos emergentes", disse Raphael Figueredo, analista da Eleven Financial.
Juros futuros terminam sessão em alta
Os juros futuros terminaram a sessão regular em alta em relação aos ajustes de terça(10). A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 encerrou em 6,830%, de 6,798% no ajuste e 6,805% no fechamento da sessão estendida de terça (10), e a do DI para janeiro de 2020 subiu de 8,12% no ajuste e 8,18% no fechamento de terça para 8,20%. A taxa do DI para janeiro de 2021 encerrou em 9,18%, de 9,09% no ajuste e 9,15% no encerramento da etapa estendida. A taxa do DI para janeiro de 2023 terminou a 10,54%, de 10,44% no ajuste e 10,47% no fechamento.
Câmbio afeta prêmios ao longo da curva
"Temos hoje o dólar sob forte estresse, por questões externas em razão da intensificação da guerra comercial. Isso afeta os prêmios ao longo da curva, num dia que seria para a curva ficar mais comportada em função dos dados de inflação", avalia o economista-chefe da Spinelli, André Perfeito. Tanto o IPC-Fipe da primeira quadrissemana quanto a primeira prévia do IGP-M de julho mostraram arrefecimento em relação aos números de junho. O dólar avança ante todas as moedas e as de economias emergentes são as mais penalizadas. O petróleo ampliou fortemente as perdas, reforçando a aversão ao risco imposta pelos temores de guerra comercial.


