Mercado financeiro
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terça-feira, 10 de julho de 2018
Agência Estado 
Dólar (desceu)
Juros futuros (desceu)
Dólar tem maior queda desde 15 de junho
Moeda americana recua para R$ 3,8029
O dólar fechou a terça-feira na menor cotação em quase 15 dias, mesmo sem intervenção do Banco Central, que não faz atuações extraordinárias no câmbio com swap (venda da moeda no mercado futuro) desde 22 de junho. A entrada de recursos estrangeiros no Brasil, a queda do dólar ante emergentes e um movimento de venda da moeda no mercado doméstico por exportadores e tesourarias de bancos estão entre os principais fatores que explicam a queda de 1,71% na sessão de hoje, a maior desde o dia 15 de junho, levando o dólar à vista a R$ 3,8029, o menor valor desde dia 26. O real teve o segundo melhor desempenho ante o dólar, perdendo apenas para o peso argentino (-2,05%).
Ibovespa esbarra na prudência do investidor
A queda acentuada do dólar e a alta das bolsas de Nova York não foram suficientes para sustentar o Índice Bovespa no terreno positivo. O índice chegou a subir mais de 1% pela manhã, mas esbarrou na prudência do investidor ante as incertezas do cenário. Ao final dos negócios, o Ibovespa marcou 74.862,38 pontos, em baixa de 0,20%. Os negócios somaram R$ 10,8 bilhões. O índice perdeu fôlego gradativamente. O movimento vendedor atingiu a maioria das blue chips, mas foi puxado por ações dos segmentos financeiro e de mineração e siderurgia. Os papéis da Petrobras subiram durante boa parte do pregão, mas terminaram por sucumbir à queda na última hora de negócios.
Juros futuros confirmam trajetória de queda
Os juros futuros confirmaram na sessão regular a trajetória de queda que conduzia as taxas desde o período da manhã, influenciadas pelo desempenho do câmbio. Ao longo da tarde, o dólar renovou mínimas até cair abaixo de R$ 3,80 na última hora (fechou em R$ 3,8029), o que também puxou as mínimas das taxas futuras. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou em 6,795%, de 6,827% no ajuste de sexta-feira, e a do DI para janeiro de 2020 caiu de 8,26% para 8,12%. A taxa do DI para janeiro de 2021 encerrou a 9,09%, de 9,25%, e a do DI para janeiro de 2023 terminou em 10,44%, de 10,60%. A taxa do DI para janeiro de 2025 ficou em 11,08%, de 11,23%.
Câmbio influencia baixa das taxas
O câmbio foi praticamente o único vetor a mexer com os preços na renda fixa pós feriado prolongado, de agenda sem destaques. "Hoje é um dia muito bom para as moedas, especialmente as da América Latina, e isso está ajudando os juros. O dólar é no curto prazo o grande fator de risco de inflação e política monetária", disse Vladimir Caramaschi, estrategista-chefe da CA Indosuez Brasil. As idas e vindas do TRF-4 sobre a soltura do ex-presidente Lula no domingo foram bem absorvidas pelo mercado. Nesta terça, a presidente Superior Tribunal de Justiça, Laurita Vaz, negou habeas corpus contra a decisão do presidente TRF-4, Carlos Eduardo Thompson Flores, que cassou a decisão de soltura.


