Economia Atualizado em 03/07/2018, 23:00
Mercado financeiro
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 03 de julho de 2018
Agência Estado 
Petrobras - sobe
Vale ON - desce
Índice da bolsa brasileira sobe 1,14%
Uma melhora do humor dos investidores no mercado internacional aumentou o apetite por risco e permitiu ao Índice Bovespa emplacar seu quarto pregão consecutivo de alta, apesar do desempenho negativo das bolsas de Nova York, que tiveram um pregão de "meio período". O principal índice da Bolsa brasileira chegou a subir 2,30% no início da tarde, mas perdeu fôlego e fechou com ganho de 1,14%, aos 73.667,75 pontos. É a melhor pontuação em quase dois meses - desde 7 de maio (73.851 pontos). Apesar da recuperação, profissionais do mercado ressaltam que o clima ainda é de grande cautela no mercado brasileiro, dadas as indefinições dos cenários interno e externo.
Blue chips sobem com exceção de Vale ON
Todas as blue chips tiveram ganhos no dia, à exceção de Vale ON (-1,64%), que perdeu fôlego sensível à tensão comercial entre Estados Unidos e China. Os preços do petróleo, por sua vez, subiram com expectativas e especulações antes das divulgações de dados sobre a commodity. Com isso, as ações da Petrobras fecharam com altas de 0,36% (ON) e 0,17% (PN), em contraposição ao noticiário negativo para a empresa. A estatal anunciou a suspensão dos processos competitivos para formação de parcerias de refino e suspendeu os processos envolvendo desinvestimentos na Araucária Nitrogenados, e a alienação de 90% das ações da subsidiária Transportadora Associada de Gás (TAG).
Dólar termina sessão em baixa de 0,31%
O dólar acompanhou novamente o mercado externo e teve dia de queda no Brasil, terminando em baixa de 0,31%, a R$ 3,8974. Ao contrário da segunda-feira (02), dia marcado pelo aumento de aversão ao risco no exterior e alta generalizada da moeda dos Estados Unidos, o pregão desta terça-feira (03) foi de trégua e a divisa caiu ante as principais moedas de países desenvolvidos e emergentes, com uma das poucas exceções ficando com a Turquia. Pela sétima sessão consecutiva, o Banco Central não fez atuação extraordinária para colocar dinheiro novo no mercado por meio de contratos de swap.
Juros futuros fecham em alta apesar do dólar
Os juros futuros fecharam em alta após passarem a manhã em baixa, alinhadas ao comportamento do dólar. À tarde, mesmo com a moeda mantendo-se em queda, o recuo das taxas se esvaiu, movimento que foi atribuído pelos profissionais da renda fixa a uma correção do alívio de segunda-feira (02). No fim da sessão regular, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2019 terminou em 6,835%, de 6,788%, e a do DI para janeiro de 2020 subiu de 8,28% para 8,34%. A taxa do DI para janeiro de 2021 fechou na máxima de 9,32%, de 9,25%. A taxa do DI para janeiro de 2023 também terminou na máxima, a 10,72%, de 10,67%.


