Economia Atualizado em 02/07/2018, 23:00
Mercado financeiro
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 02 de julho de 2018
Agência Estado 
Dólar - sobe
Juros - descem
Moeda norte-americana sobe 0,82% e termina cotada a R$ 3,9094
Em dia de agenda esvaziada no Brasil e de menor liquidez, o dólar acompanhou a alta generalizada da moeda dos Estados Unidos e fechou em alta de 0,82%, a R$ 3,9094. É a maior cotação desde 7 de junho (R$ 3,9146). A segunda-feira não teve atuação extra do Banco Central no mercado de câmbio, marcando a sexta sessão consecutiva sem leilões de novos contratos de swap. O pano de fundo da subida do dólar foi novamente o temor de piora da situação comercial de Washington com seus principais parceiros, sobretudo a China e a União Europeia, com Donald Trump ameaçando sobretaxar os veículos europeus.
Com liquidez reduzida, Ibovespa fecha com alta de 0,11%
Depois de uma abertura bastante negativa, o Índice Bovespa chegou ao final do pregão em situação bem mais amena. Com a liquidez reduzida pelo jogo do Brasil na Copa e bastante sensível à influência internacional, o índice fechou aos 72.839,74 pontos, na máxima do dia, em alta de 0,11%, depois de ter caído até 1,14% pela manhã. Os negócios somaram R$ 6,64 bilhões. A virada das bolsas de Nova York à tarde foi determinante para levar o índice Brasileiro ao terreno positivo. A melhora aconteceu com o abrandamento do tom protecionista de Trump.
Ações da Petrobras terminam em alta apesar da queda do petróleo
As ações da Petrobras se descolaram da queda dos preços do petróleo e terminaram o dia com ganhos acima de 1%. Houve melhora também dos papéis dos setores financeiro e elétrico. Os papéis da Petrobras iniciaram a recuperação ainda no início da tarde, mas perderam fôlego momentaneamente, com a notícia de que a Vantage Drilling venceu pedido de arbitragem de US$ 622 milhões contra a empresa. Em seguida, voltaram a ganhar fôlego e terminaram o dia com altas de 1,34% (ON) e 1,63% (PN). Já os papéis da Vale não se recuperaram da baixa do minério de ferro no mercado à vista chinês e terminaram o dia em queda de 1,67%.
Juros futuros fecham em queda e com volume abaixo do padrão
Os juros futuros fecharam a sessão regular em queda, mas o volume foi abaixo do padrão. Num dia de agenda e noticiário locais sem destaque, o movimento ainda se deve aos ajustes de posição à percepção de que a intenção do Comitê de Política Monetária (Copom) é manter a Selic em 6,50% em sua reunião de agosto. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 terminou na mínima de 6,785%, ante 6,834%, e a do DI para janeiro de 2020 terminou em 8,28%, de 8,32%. A taxa do DI para janeiro de 2021 caiu de 9,31% para 9,25% e a do DI para janeiro de 2023, de 10,80% para 10,67%.


