Subiu - Banco do Brasil ON

Desceu - Dólar

Ibovespa sobe beneficiada por noticiário mais positivo



Cenários eleitoral e de preços agradam agentes de mercado
Uma combinação de notícias de viés positivo contribuiu para a recuperação do Índice Bovespa, que operou em alta durante quase todo o pregão de quinta-feira (28). Depois de ter caído mais de 1% na véspera, o Ibovespa avançou 1,64%, fechando em 71.766,52 pontos. O volume de negócios seguiu reduzido e totalizou R$ 8,6 bilhões. A pesquisa CNI/Ibope foi um dos principais vetores, ao mostrar Ciro Gomes na terceira colocação das intenções de voto. Entre os candidatos da dianteira, ele é considerado o mais antirreformista por agentes de mercado. Ainda no cenário doméstico, o Relatório Trimestral de Inflação (RTI) confirmou a expectativa de manutenção da taxa Selic por mais tempo.

Papéis do setor financeiro puxam bom desempenho
O bom desempenho do setor financeiro foi fundamental para a alta do Ibovespa, que chegou a subir 2,10% à tarde, seguindo as altas em Nova York. No pregão desta quinta-feira, destacaram-se Banco do Brasil ON (+5,75%), Bradesco PN (+3,41%) e Itaú Unibanco PN (+2,77%). Vale ON (+1,91%) e siderúrgicas acompanharam a alta do minério de ferro e também contribuíram. Já as ações da Petrobras enfrentaram instabilidade, divididas entre a influência do petróleo e o noticiário relativo à estatal. O governo não poderá fazer o leilão do óleo excedente da cessão onerosa neste ano, o que inviabiliza também o pagamento à Petrobras pela revisão dos termos do contrato original da cessão, firmado em 2010.

Dólar recua em dia de Trump mais conciliador
Depois do estresse da quarta-feira, o dólar teve um dia mais calmo e fechou em baixa de 0,37%, a R$ 3,8593. A falta de pressão da moeda norte-americana no exterior, em meio a declarações em tom mais conciliador de Donald Trump sobre o comércio dos Estados Unidos com a China e a União Europeia, ajudou o mercado doméstico. O Banco Central não fez intervenções no câmbio. Foi o quarto dia sem leilão extraordinário de swap cambial, mas o órgão reforçou na parte de manhã que não há problemas de ir "consideravelmente" acima dos estoques máximos de swap atingidos no passado, de US$ 115 bilhões. O estoque atual está em US$ 67 bilhões.

Juros fecham em queda com apetite pelo risco
Os juros futuros fecharam a sessão regular em queda firme, ampliando o movimento na última hora com mínimas nos vencimentos de curto e médio prazos. A aceleração foi atribuída ao aumento do apetite pelo risco no exterior, o que amplia os ganhos de moedas emergentes contra o dólar e também das ações. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou com taxa de 6,825%, de 6,975% no ajuste anterior. No chamado miolo da curva, as taxas caíram mais de 20 pontos-base, como para janeiro de 2020, que terminou em 8,33%, de 8,55%. A taxa do DI para janeiro de 2021 recuou de 9,55% para 9,35% e a do DI para janeiro de 2023 terminou em 10,89%, de 11,02%.

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