Economia Atualizado em 27/06/2018, 12:17
Mercado financeiro
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 26 de junho de 2018
Agência Estado 
Dólar (subiu)
Juros futuros (desceram)
Índice mantém viés positivo pelo terceiro pregão consecutivo
A recuperação das bolsas de Nova York e a alta dos preços do petróleo permitiram ao Índice Bovespa manter o viés positivo pelo terceiro pregão consecutivo. O índice terminou a sessão aos 71.404,59 pontos, com ganho de 0,64%, puxado principalmente pelas ações de Petrobras e Vale. Os negócios somaram R$ 8,5 bilhões. A volatilidade manteve-se presente. Entre a mínima e a máxima, o índice oscilou de 70.203 pontos (-1,06%) a 71.622 pontos (+0,94%). No exterior, o dia foi marcado pela alta dos preços do petróleo, reforçada pelas sinalizações de que os Estados Unidos vão endurecer sua postura com o Irã, para que o seja impedido de vender a commodity no mercado global.
Sem intervenção do BC dólar fecha perto dos R$ 3,80
O Banco Central resolveu não intervir no mercado de câmbio e, após renovar máximas, o dólar bateu em R$ 3,80 perto do fechamento, acompanhando o movimento de alta generalizada da moeda norte-americana nesta data no mundo, por conta das discussões comerciais entre os Estados Unidos e a China. Nesta terça, o presidente Donald Trump declarou que não pretende adotar restrições para os investimentos chineses em empresas nos EUA. O dólar à vista subiu 0,57% e terminou em R$ 3,7981, o nível mais alto desde o último dia 14. Operadores de câmbio ressaltam que a falta de ação do BC no mercado provocou certa ansiedade nas mesas de operação, o que ajudou a pressionar um pouco as cotações.
Alívio das taxas reflete a ata do Copom
Os juros futuros fecharam em baixa, descolados do movimento do dólar. O alívio das taxas reflete a ata do Copom que confirmou a leitura feita pelos economistas do comunicado da reunião da semana passada, de que o cenário básico do Banco Central é de manutenção da Selic em 6,50% no encontro dos dias 31 de julho e 1º de agosto. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou a sessão regular com taxa de 6,925%, de 7,000% no ajuste anterior, e a taxa do DI para janeiro de 2020 caiu de 8,54% para 8,41%. A taxa do contrato para janeiro de 2021 fechou em 9,39%, de 9,54%. O DI para janeiro de 2023 encerrou com taxa de 10,91%, de 11,09%.
Copom não usará política monetária para controlar o câmbio
"Hoje prevalece o efeito ata, que veio sem novidade ante o comunicado. O BC continua sinalizando Selic de 6,50% e que não parece ter pressa para subir o juro", disse Helena Veronese, economista da Azimut Brasil Wealth Management,. Na ata, os diretores mais uma vez sinalizaram que não usarão a política monetária para controlar o câmbio, ao afirmar que o "Copom deve pautar sua atuação com foco em evolução das projeções e expectativas de inflação". Com relação ao impacto da greve dos caminhoneiros, em maio, na inflação, o texto indica que o cenário básico embute efeitos temporários e significativos da paralisação sobre o IPCA e o PIB.


