Economia Atualizado em 26/06/2018, 13:34
Mercado financeiro
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 25 de junho de 2018
Agência Estado 
Bolsa (subiu)
Dólar (desceu)
Petrobras e papéis do setor financeiro influenciam alta
O Índice Bovespa mostrou resiliência ante as fortes quedas das bolsas de Nova York e, apesar da volatilidade, encerrou o dia em alta de 0,44%, aos 70.952,97 pontos. O descolamento das pares americanas, que chegou a gerar surpresa nas mesas de negociação, foi favorecido pelo bom desempenho das ações da Petrobras e de alguns papéis do setor financeiro, em meio a um sentimento de redução do risco político doméstico. O volume reduzido de negócios na sessão, no entanto, mostrou pouco interesse dos investidores pelo mercado de ações. Foram movimentados R$ 8,4 bilhões, ante R$ 14,2 bilhões da média diária de junho.
Dólar à vista começa a semana em baixa
O noticiário político e a ação do Banco Central, que ofertou US$ 3 bilhões em um leilão de linha, que é a venda da moeda norte-americana no mercado à vista com compromisso de recompra, ajudaram a acalmar o câmbio nesta segunda-feira. O dólar subiu ante algumas das principais moedas de emergentes, mas operou de lado ante o real e terminou o dia em R$ 3,7766 (-0,09%), no segmento à vista. Especialistas em câmbio ressaltam que o BC não revela como foi a demanda pelos recursos, mas o fato de não ter colocado tudo o que pretendia pode ser um indicador de procura reduzida pela moeda norte-americana no mercado à vista.
Taxas recuam mesmo com aversão ao risco vista no exterior
Os juros futuros ampliaram o ritmo de queda e renovaram mínimas na última hora da sessão regular da segunda-feira, influenciados pela aceleração da baixa do dólar ante o real. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou a 6,995%, de 7,040% no ajuste da sexta-feira, e a do DI para janeiro de 2020 caiu de 8,66% para 8,54%. A do DI para janeiro de 2021 encerrou em 9,54%, de 9,72%. A taxa do DI para janeiro de 2023 encerrou em 11,09%, de 11,20%. Num dia de poucas notícias e agenda fraca, as taxas já vinham recuando desde o período da manhã, mesmo com a aversão ao risco vista no exterior.
Leilões do BC e Tesouro respaldam quedas desta segunda-feira
O movimento de recuo tem respaldo nos anúncios do Banco Central e do Tesouro, na sexta-feira à noite. O BC anunciou que realizaria nesta segunda leilão de linha e que os contratos de swap continuarão a ser ofertados na próxima semana, "de acordo com as condições de mercado", sem, contudo, dar ideia de valores, como vinha fazendo nas atuações extraordinárias. Já o Tesouro informou que seguirá com os leilões de compra e venda de LTN, NTN-F e NTN-B nesta semana e que manterá suspensas as ofertas de venda. No leilão, o BC aceitou apenas uma proposta, de US$ 500 milhões. Outro fator que respondeu pela queda das taxas foi a retirada da pauta do STF o pedido de liberdade do ex-presidente Lula.


