Subiu
Raia Drogasil

Desceram
Taxas de juros

Mercado é contagiado e tem sessão com alta em bloco
Um dia depois de o Índice Bovespa ter testado o suporte psicológico dos 70 mil pontos, as ações do segmento financeiro comandaram uma expressiva recuperação. Investidores estrangeiros deram o pontapé inicial nas compras e contagiaram o restante do mercado, levando o índice a fechar aos 71.394,34 pontos, com alta de 2,26%, maior porcentual de ganho em um único dia desde 14 de fevereiro. Os negócios somaram R$ 12,8 bilhões. Contribuiu o forte alívio das taxas de juros futuros na véspera de decisão do Copom (Comitê de Política Monetária). Para os bancos, contou a favor ainda a expectativa pela votação do projeto que trata do cadastro positivo.

Papéis da Petrobras sobem até 6,34% em dia de repique
Para se ter uma ideia do bom desempenho dos bancos no dia, o Índice Financeiro, carteira teórica da B3 que congrega 15 ações do segmento, terminou o dia com alta de 4,52%, bem acima do Ibovespa. Entre esses papéis, os destaques ficaram com Banco do Brasil ON (+7,01%), Santander Brasil (+5,36%), Bradesco PN (+5,18%) e Itaú Unibanco PN (+4,51%). As ações da Petrobras também participaram da sessão de repique da Bolsa, com altas de 3,72% (ON) e 6,34% (PN). Entre as ações da carteira do Ibovespa, a maior alta foi Raia Drogasil ON, com 7,48%. Localiza ON subiu 6,45%, Cielo ON avançou 5,98% e B2W, 5,89%.

Câmbio descola de briga comercial de EUA e China
A nova escalada da tensão comercial entre Estados Unidos e a China sinalizava um dia de tensão para o dólar no mercado doméstico, mas o câmbio contrariou as expectativas iniciais e teve um pregão relativamente tranquilo. O dólar terminou aos R$ 3,7469, em alta de 0,16%. Foi a primeira sessão sem leilões extraordinários de swap pelo Banco Central desde o último dia 5. Especialistas em câmbio ressaltam que os investidores aguardam a decisão do Copom e fizeram uma pausa para avaliar a maciça injeção de recursos do BC, que do último mês até ontem colocou US$ 39 bilhões em swaps novos para tentar segurar o dólar.

Juros recuam na véspera de nova decisão do Copom
Os juros futuros fecharam a sessão em queda firme, tanto na ponta curta quanto na parte longa, descolando do clima negativo no exterior. Os negócios seguiram pautados pela reunião do Copom. A taxa DI para julho de 2018, o próximo a vencer e que reflete as apostas para o Copom, fechou a 6,442%, de 6,468% no ajuste anterior, e a para janeiro de 2019 encerrou a 7,030%, de 7,161%. A taxa para janeiro de 2020 caiu de 8,80% para 8,56% e a para janeiro de 2021, de 9,79% para 9,58%. A taxa do DI para janeiro de 2023 terminou a 11,04%, de 11,32%, e a do DI para janeiro de 2025, em 11,74% (ajuste a 12,03%).

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