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Bolsa brasileira cai 1,33% e encerra aos 69.814,73 pontos
O Índice Bovespa teve sua quarta queda consecutiva, com a qual perdeu o piso psicológico dos 70 mil e voltou à sua menor pontuação em quase dez meses. O indicador terminou o dia com queda de 1,33%, aos 69.814,73 pontos, o mais baixo desde 20 de agosto do ano passado (68.634 pontos). Os negócios somaram R$ 14,1 bilhões, incluindo os R$ 5,5 bilhões movimentados no exercício de opções sobre ações. A desvalorização foi mais uma vez embalada pela aversão ao risco no mercado externo e a falta de perspectivas no front doméstico, em meio à constante saída de recursos externos da Bolsa.

Setor financeiro é destaque na queda do Ibovespa
Na análise por ações, destaque para a queda em bloco das ações do setor financeiro, responsável por mais de 25% da carteira do Ibovespa. Já os papéis da Petrobras terminaram o dia nas mínimas, em quedas de 3,31% (ON) e 3,14% (PN). Na próxima quinta-feira (21), a maior ação trabalhista da história da Petrobras será julgada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). Em caso de derrota, a empresa terá de desembolsar mais de R$ 15 bilhões e a folha de pagamento aumentará em até R$ 2 bilhões por ano. Em quatro quedas consecutivas, o Ibovespa teve desvalorização de 4,04%, levando o acumulado de junho para -9,04%.

Dólar termina sessão em alta de 0,25%, aos R$ 3,7408
O dólar teve novo dia de alta, influenciado pelo nervosismo no cenário externo com a escalada da tensão comercial entre Washington e Pequim e incertezas domésticas. A moeda norte-americana terminou o dia em R$ 3,7408 (+0,25%), mesmo com o Banco Central injetando mais US$ 1 bilhão no mercado por meio de novos contratos de swap. No mercado futuro, foram movimentados US$ 13 bilhões até as 17h35, a metade de outras sessões. No mercado à vista, foram US$ 652 milhões, também abaixo da média da semana passada (US$ 1,3 bilhão). Durante o dia, na máxima, o dólar chegou a bater em US$ 3,76 e na mínima a US$ 3,73.

Juros futuros de curto e médio prazos fecham em queda
Os juros futuros fecharam a sessão em queda nos contratos de curto e médio prazos, enquanto os vencimentos longos terminaram com taxas perto da estabilidade. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para julho de 2018 fechou na mínima de 6,460%, de 6,489% no ajuste anterior. A taxa do DI para janeiro de 2019 caiu de 7,307% para 7,155% e a do DI para janeiro de 2020, de 9,04% para 8,80%. Nos longos, o DI para janeiro de 2021 fechou com taxa de 9,79%, de 9,98%, e a taxa do DI para janeiro de 2023 encerrou em 11,32%, de 11,35%. O DI para janeiro de 2025 tinha taxa de 12,03%, de 11,98%.

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