Dólar
sobe

Ibovespa
desce

Moeda norte-americana tem alta de 2,53% e vai a R$ 3,80
No dia em que o Banco Central fez o maior volume de intervenção no mercado de câmbio dos últimos meses, despejando US$ 5 bilhões para segurar o dólar em três leilões extraordinários, a moeda dos Estados Unidos não cedeu e fechou perto da máxima do dia, em R$ 3,8095, alta de 2,53%. Segundo especialistas, o movimento reflete o fortalecimento do dólar no exterior, que teve forte alta ante divisas de emergentes como Argentina, Turquia e México, mas também embute a inquietação do mercado com a falta de sinalização mais clara do BC sobre o que pretende fazer no câmbio a partir da semana que vem.

Ibovespa fecha em queda de 0,97% aos 71.421,19 pontos
A Bovespa foi refém do estresse visto nos mercados de câmbio e juros, em meio ao movimento de aversão ao risco no Brasil e no exterior. O Índice Bovespa chegou a subir 0,81% pela manhã, mas fechou em queda de 0,97%, aos 71.421,19 pontos. Os negócios somaram R$ 11,3 bilhões, o maior da semana até agora, mas ainda abaixo da média das últimas semanas. "A Bolsa seguiu o movimento de fuga de ativos de risco, em um dia de alta generalizada do dólar, juros futuros subindo mais de 40 pontos, avanço do CDS brasileiro e o mercado doméstico testando o Banco Central nos leilões de swap", disse Luiz Gustavo Pereira, estrategista da Guide Investimentos.

Segmento financeiro determina queda da bolsa brasileira
A queda do Ibovespa foi mais uma vez determinada pelas baixas das ações do segmento financeiro. Banco do Brasil ON caiu 4,53%, Itaú Unibanco PN perdeu 3,55% e Bradesco ON cedeu 5,13%. As ações da Petrobras terminaram o dia em terreno negativo: -0,06% (ON) e -0,46% (PN), enquanto Eletrobras PNB recuou 1,80%. Na contramão do mercado estiveram ações de varejo e as beneficiadas pela forte alta do dólar. Magazine Luiza ON subiu 6,22% e foi a maior alta do Ibovespa. BTW ON subiu 4,90%. Entre as empresas exportadoras, destaque para Suzano ON (+4,33%) e BRF ON (+3,32%).

Juros futuros renovam máximas e encerram sessão em alta
Os juros futuros fecharam em alta forte em todos os vencimentos. As principais taxas renovaram máximas ao longo da tarde, em linha com o fortalecimento do dólar. As taxas dos contratos a partir de 2019 "abriram" entre 30 e 40 pontos-base. No fechamento da sessão regular, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou em 7,600%, de 7,236%, e a do DI para janeiro de 2020 subiu de 8,88% para 9,37%. A taxa do DI para janeiro de 2021 subiu de 9,94% para 10,35%. O DI para janeiro de 2025 fechou em 12,27% (11,96% na quarta) e o DI para janeiro de 2027, em 12,66% (12,29% na quarta).

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