Eletrobras
sobe

Petrobras
desce

Moeda norte-americana termina cotada a R$ 3,71
O Banco Central precisou fazer três leilões extraordinários de swap, despejando mais US$ 4,5 bilhões em dinheiro novo no mercado de câmbio, para segurar as cotações da moeda norte-americana, dia em que as atenções dos investidores estavam voltadas para a reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). Após o encontro em Washington, que sinalizou que os juros podem ter mais duas altas este ano nos Estados Unidos, o dólar à vista renovou sucessivas máximas aqui e chegou a encostar em R$ 3,74, mas perdeu fôlego com o terceiro leilão do dia de swap, anunciado cerca de 40 minutos após o final da reunião do Fed, e terminou a quarta-feira estável, cotada em R$ 3,7155 (+0,03%).

Ibovespa se afasta de mínimas a tem queda de 0,87%
O Índice Bovespa não ficou imune à forte reação dos mercados americanos depois que o Federal Reserve elevou as taxas de juros dos EUA e acenou com mais dois apertos monetários este ano. O principal índice acionário da B3 já vinha operando em terreno negativo desde cedo, mas ampliou o ritmo após a decisão do Fed e chegou a cair 2,36%, em linha com a queda das bolsas de Nova York e a alta dos juros dos títulos do Tesouro americano. No fechamento, o indicador se afastou das mínimas do dia e ficou em 72.122,13 pontos, com queda de 0,87%. Internamente, causou especial desconforto a resistência do dólar no patamar dos R$ 3,71, mesmo após o Banco Central ter promovido três leilões extraordinários de contratos de swap cambial.

Queda da bolsa brasileira atinge principais blue chips
"As perspectivas para os indicadores da economia americana mudaram", disse Rafael Bevilacqua, estrategista da Levante Ideias de Investimento. "É um cenário ruim para emergentes, que pode levar os investidores a fazer novos ajustes", disse. A queda da bolsa atingiu as principais blue chips do mercado brasileiro, com destaque para Petrobras ON (-1,37%) e PN (-1,88%), além de Banco do Brasil ON (-1,82%). Na contramão estiveram as ações da Eletrobras, que subiram 5,11% (PNB) e 3,33% (ON). A alta de Eletrobras contagiou outros papéis de "elétricas", como Cemig PN (+1,21%) e Copel PNB (+3,67%).

Juros futuros renovam máximas e encerram em alta
Os juros futuros fecharam em alta a sessão, tendo renovado máximas a partir do desfecho da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve, que fortaleceu o dólar e acelerou o avanço do rendimento dos Treasuries - o yield da T-Note de dez anos chegou a superar 3% nas máximas. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 subiu de 7,155% para 7,230% e a do DI para janeiro de 2020 encerrou a 8,88%, de 8,67%. A taxa do DI para janeiro de 2021 terminou em 9,94%, de 9,75%, e a do DI para janeiro de 2023 fechou em 11,35%, de 11,19%. A taxa do DI para janeiro de 2025 subiu de 11,80% para 11,86%.

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