Mercado financeiro
Vale
sobe
Petrobras ON
desce
Moeda norte-americana sobe 0,17% e vai a R$ 3,71
O Banco Central injetou mais US$ 3,7 bilhões no mercado de câmbio nesta terça-feira, 12, mas a cautela com a reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) falou mais alto e o dólar acabou subindo pelo segundo dia seguido, a R$ 3,7144 (+0,17%). Em novo dia de volatilidade, a moeda chegou a cair para R$ 3,67 na mínima do dia, mas não se sustentou neste patamar em meio às preocupações aqui e no mercado externo de como se dará o processo de alta de juros na maior economia do mundo. No exterior, a divisa dos Estados Unidos subiu ante as principais moedas de países desenvolvidos e emergentes.
Índice Bovespa tem alta após quedas consecutivas
Depois de cinco quedas consecutivas, o Índice Bovespa exibiu uma discreta melhora e terminou o pregão aos 72.754,12 pontos, com alta de 0,62%. O desalento dos investidores com o cenário doméstico seguiu como principal fator de fraqueza das ações, em meio à falta de perspectivas positivas para os cenários econômico e eleitoral. Os negócios somaram R$ 9,6 bilhões, novamente abaixo da média dos últimos dias. Pela manhã, o Ibovespa pegou carona com a alta das bolsas de Nova York e chegou a registrar máxima de 73.322 pontos (+1,40%), mas passou a perder fôlego e à tarde tocou o terreno negativo, caindo 0,25% (mínima de 72.124 pontos).
Papéis da Vale garantem alta da bolsa brasileira
A alta do dia foi garantida em boa parte pelo bom desempenho das ações da Vale, que terminaram o dia com ganho de 1,67%. O papel acompanhou a alta do minério de ferro no mercado à vista chinês e também a notícia de que a empresa concluiu acordos para a venda de cobalto. Por outro lado, Petrobras ON caiu 0,82%. As ações do setor financeiro também operaram em queda, à exceção de Banco do Brasil ON (3,85%). Na última sexta-feira, 8, os investidores estrangeiros retiraram R$ 1,108 bilhão da B3. Em junho, até essa data, o saldo líquido dos investimentos externos era negativo em R$ 3,155 bilhões. Em maio, essas saídas somaram R$ 8,43 bilhões.
Juros futuros fecham em direções diferentes
Os juros futuros fecharam em queda nos contratos de curto prazo, perto da estabilidade nos vencimentos intermediários e em leve alta na ponta longa. O desenho reflete tanto o alívio da precificação da elevação da Selic na reunião do Copom em junho, quanto a cautela dos investidores em meio à agenda pesada da semana, além da volatilidade no câmbio. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 encerrou a 7,150%, de 7,196% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2020 encerrou em 8,67%, de 8,65%. A taxa do DI para janeiro de 2021 subiu de 9,66% para 9,73% e a do DI para janeiro de 2023, de 11,14% para 11,19%.





