Subiu
Petrobras

Desceu
Banco do Brasil

Alta sobre divisas de países desenvolvidos gera pressão
Após a maior queda em quase dez anos na sexta-feira (8), o dólar teve um dia volátil nesta segunda-feira (11) e encerrou com alta de 0,09%, cotado em R$ 3,7082. A elevação da moeda dos Estados Unidos no exterior ante as principais divisas de países desenvolvidos e emergentes ajudou a manter as cotações pressionadas aqui, mesmo com a injeção de hoje de US$ 3,25 bilhões no mercado pelo Banco Central. Investidores aguardam eventos como o histórico encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, e a reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) desta terça (12), que deve indicar nova alta de juros.

Bolsa fecha em baixa puxado por papéis do setor financeiro
A cautela voltou a marcar o mercado de ações e o Índice Bovespa teve a quinta queda consecutiva, puxado principalmente pelas ações do setor financeiro. O índice chegou a subir mais de 1% , mas perdeu sustentação e fechou em baixa de 0,87%, aos 72.307,77 pontos. O volume de negócios somou R$ 9,6 bilhões e ficou abaixo da média dos últimos dias. As ações do segmento financeiro fecharam com quedas que chegaram a superar os 3%. Responsáveis por mais de 25% da composição do Ibovespa, esses papéis já vinham com desempenho mais fraco desde a abertura positiva da bolsa. Banco do Brasil ON terminou o dia em queda de 3,30%, Itaú Unibanco PN perdeu 2,89% e as units do Santander recuaram 3,13%.

Petrobras sobe por chance de receber dívida da União
Em contrapartida, as ações da Petrobras fecharam com altas de 2,17% (ON) e 1,05% (PN), influenciadas pela expectativa positiva em relação à cessão onerosa. A equipe econômica estuda um mecanismo para pagar à estatal a dívida da União decorrente da revisão do contrato sem passar pelo teto de gastos. Em cinco pregões de queda, o Ibovespa perdeu 8,00%, com acumulado do ano negativo em 5,36%. Na mínima do dia, o Ibovespa chegou a cair 1,51%, para 71.843 pontos. Parte da volatilidade foi atribuída à movimentação em torno do vencimento do Ibovespa futuro, na quarta-feira. Profissionais ponderam, no entanto, que o volume de negócios baixo acabou por amplificar operações de menor porte.

Juros recuam no curto prazo e ficam estáveis nos longos
Os juros futuros de curto prazo fecharam a sessão em baixa, enquanto os dos demais prazos encerraram entre a estabilidade e leve alta. As atuações conjuntas do Banco Central e do Tesouro continuaram como principais fatores analisados. A pesquisa Datafolha, com os números da corrida eleitoral, foi relativizada pelo mercado. A taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 encerra com taxa de 7,190%, de 7,347% no ajuste de sexta-feira, e a do DI para janeiro de 2020 caiu de 8,71% para 8,65%. A taxa do DI para janeiro de 2021 fechou a 9,66%, de 9,58%, e a do DI para janeiro de 2023 encerrou em 11,14%, de 11,07%. A taxa do DI para janeiro de 2025 fechou estável em 11,78%.

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