Dólar
sobe

Ibovespa
desce

Moeda norte-americana sobe 1,85% e fecha cotado a R$ 3,81
Mesmo com forte intervenção do Banco Central, que injetou um total de US$ 2,3 bilhões no mercado de câmbio, o dólar subiu 1,85% e fechou o dia a R$ 3,8101, maior cotação desde 3 de março de 2016 (R$ 3,8102), período que antecedeu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. O real foi a moeda que mais perdeu valor ante a divisa dos Estados Unidos entre os principais emergentes, em meio a um quadro de renovadas incertezas com os rumos da economia brasileira e com as eleições. O dólar já subiu quase 15% só em 2018 e especialistas em câmbio apontam que o mais provável é que siga se fortalecendo no Brasil e outros mercados.

Ibovespa fecha em queda de 2,49% aos 76.641,72 pontos
O mercado brasileiro de ações foi fortemente afetado pelo sentimento de aversão ao risco doméstico e o Índice Bovespa fechou em queda de 2,49%, aos 76.641,72 pontos. Um conjunto de fatores contribuiu para o mau humor dos investidores, mas entre os ingredientes mais indigestos do dia estiveram as incertezas quanto à política de preços da Petrobras e o quadro eleitoral indicando polarização entre candidatos considerados populistas. Nesse cenário, a alta do dólar para além dos R$ 3,80 e a esticada da curva de juros foram motivos de estresse no mercado de ações.

Setor financeiro amarga quedas expressivas de até 6,37%
As ações mais penalizadas ao longo do dia foram as do setor financeiro, que amargaram perdas expressivas, de até 6,37%. Esse foi o caso de Banco do Brasil ON, importante termômetro do risco político na Bolsa. Petrobras ON e PN caíram 3,00% e 5,36%, respectivamente. Eletrobras ON e PNB, papéis de outra estatal, despencaram 7,81% e 8,15%. "Foi um dia nervoso, descolado do mercado externo. O que se percebe é que cada vez mais as eleições estão fazendo preço, principalmente depois da greve dos caminhoneiros, que expôs a fragilidade do governo", disse Hersz Ferman, economista da Elite Corretora.

Juros sobem com deterioração do câmbio e das ações no País
Os juros futuros ampliaram a alta e renovaram máximas pouco antes do fechamento da sessão regular, alinhados à deterioração do câmbio e das ações no Brasil. No fim da sessão, as taxas mais longas subiam mais de 40 pontos-base, como foi o caso do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2025, que subiu de 11,35% para 11,80% (máxima). A taxa do DI para janeiro de 2023 fechou na máxima de 10,95% (10,57% no ajuste anterior) e a do DI para janeiro de 2021 encerrou na máxima de 9,05%, de 8,76% no ajuste anterior. Nos curtos, o DI para janeiro de 2019 avançou de 6,712% para 6,900% e a do DI para janeiro de 2020, de 7,62% para 7,89%.

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