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Petrobras
desce
Índice Bovespa recupera parte das perdas com greve dos caminhoneiros
A bolsa brasileira teve seu segundo dia consecutivo de alta, recuperando parte das fortes perdas registradas desde o início da greve dos caminhoneiros. Contribuiu para isso o cenário internacional favorável, com alta das commodities e das bolsas de Nova York. O Índice Bovespa terminou o dia aos 76.753,61 pontos, em alta de 0,90%. Os negócios foram robustos e somaram R$ 20,4 bilhões. Com o resultado do dia, o principal índice de ações da B3 encerrou a semana com queda de 2,72% e o mês de maio com perda de 10,87%. Foi o pior resultado mensal desde setembro de 2014 (-11,70%), quando o mercado vivia a expectativa pela eleição presidencial que levaria Dilma Rousseff e Aécio Neves ao segundo turno.
Bancos são destaque positivo da bolsa; ações da Petrobras sofrem instabilidade
Os destaques positivos do dia foram as ações de bancos. À exceção dos papéis do Bradesco, todos os outros terminaram o dia em alta, com Banco do Brasil ON (+6,52%) na liderança. As ações da Petrobras, que estiveram no centro das atenções nos últimos dias, sofreram instabilidade, refletindo não apenas os desdobramentos da greve dos caminhoneiros, mas também o início da paralisação de advertência iniciada pelos petroleiros da estatal. Apesar da forte alta dos preços do petróleo no mercado internacional, Petrobras PN teve queda de 1,66%, acumulando perda de 17,23% em maio. Petrobras ON caiu 0,22%, com desvalorização de 9,78% no mês.
Dólar tem maior alta mensal desde setembro de 2015 e supera índice de maio de 2017
O dólar teve novo dia de volatilidade, mas acabou fechando em leve alta (+0,06%), se descolando do mercado externo. Em maio, a moeda dos Estados Unidos subiu 6,52% ante o real, a maior alta mensal desde setembro de 2015, quando avançou 9,39% e também acima de maio de 2017 (+1,71%), mês marcado pela crise causada pelas delação da JBS e as revelações do empresário Joesley Batista. O dólar terminou o dia cotado em R$ 3,7327. No exterior, perdeu força ante outras divisas, como o euro e as moedas de emergentes, mas no Brasil fatores domésticos falaram mais alto, com as persistentes incertezas sobre os desdobramentos da greve dos caminhoneiros na atividade e nas contas fiscais do governo.
Taxas de juros futuros desaceleram e contratos fecham com queda ligeira
Os juros futuros desaceleraram a forte alta mostrada na maior parte do dia e alguns contratos até fecharam com taxas em ligeira queda. Nos longos, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2025, que na máxima chegou a 11,76%, fechou em 11,29%, de 11,25% no ajuste de terça-feira (29). A taxa do DI para janeiro de 2023 passou de 10,61% para 10,58% e a do DI para janeiro de 2021 terminou em 8,89%, de 8,95%. Nos prazos curtos e intermediários, a taxa do DI para janeiro de 2019 fechou em 6,795%, de 6,778% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2020 ficou estável em 7,77%.





