Subiu
Petrobras

Desceu
Dólar

Aversão ao risco no exterior impede resultado melhor
As ações da Petrobras reagiram às fortes quedas dos últimos pregões e subiram expressivamente na terça-feira (29), o que deu condições para uma recuperação também do Índice Bovespa. Depois de quatro quedas consecutivas, com as quais havia perdido mais de 9%, o índice fechou com alta de 0,95%, aos 76.071,97 pontos. O volume negociado na B3, que alcançou R$ 15,8 bilhões. Na máxima do dia, chegou a subir 2,47%. A desaceleração ocorreu à tarde, pelo sentimento de aversão ao risco no mercado internacional, pela crise política na Itália, o impasse sobre o governo da Espanha e novos temores de disputa comercial entre Estados Unidos e China. As bolsas de Nova York operaram em forte queda.

Investidores aprovam fala de presidente da Petrobras
A greve dos caminhoneiros continuou a dar o tom dos negócios e a fala do presidente da Petrobras, Pedro Parente, a analistas e investidores foi considerada positiva, ainda que em meio a desconfiança sobre a manutenção da política de preços da companhia. As ações da Petrobras, que somente na última segunda-feira (28) haviam caído mais de 14%, subiram 12,38% (ON) e 14,13% (PN). Em teleconferência, Parente reforçou que a Petrobras terá liberdade para aplicar os reajustes derivados das condições de mercado. "Independentemente da periodicidade, a prerrogativa é de reajustes necessários. Esperamos poder passar por isso sem maiores consequências à operação da empresa", disse o executivo.

Dólar oscila e recua após três altas consecutivas
Após três dias de alta, o dólar teve uma sessão volátil no Brasil, em meio aos desdobramentos da greve dos caminhoneiros, que chegou ao nono dia, e ao fortalecimento da moeda no exterior, por conta da piora do cenário político na Itália e na Espanha, além das preocupações pela disputa comercial entre a Casa Branca e Pequim. A moeda terminou o dia em R$ 3,7303, com leve queda de 0,08%. O dólar futuro, no contrato de junho, subia 0,03%, a R$ 3,7370, às 17h20. O volume de negócios no mercado à vista somou US$ 2,003 bilhões, o dobro da última segunda-feira, e no mercado futuro estava em US$ 23,4 bilhões. O dólar à vista variou entre o teto de R$ 3,77 e a mínima de R$ 3,71.

Taxas de juros longos fecham nas máximas
Os juros futuros de longo prazo aceleraram para as máximas do dia na última hora da sessão regular. O mercado já reagia mal ao leilão de compra de Notas do Tesouro Nacional - Série F (NTN-F) e depois piorou mais com o aumento da aversão ao risco no exterior. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 fechou em 8,95%, de 8,83% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2023 encerrou em 10,61%, de 10,38%. A taxa do DI para janeiro de 2025 subiu de 10,99% para 11,25%. As taxas curtas e intermediárias subiram, mas abaixo das máximas. A do DI para janeiro de 2019 terminou em 6,775%, de 6,757%, e a do DI para janeiro de 2020 passou de 7,71% para 7,77%.

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