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sobe

Petrobras
desce

Relação do governo com greve afeta ações da Petrobras
As ações da Petrobras foram o principal destaque na Bolsa brasileira. A dificuldade do governo em lidar com a greve dos caminhoneiros atingiu diretamente os preços dos papéis, que caíram com força, em reflexo dos temores de um retorno aos tempos da ingerência governamental na política de preços da estatal. O Índice Bovespa, que chegou a cair 2,28% nos momentos mais tensos do dia, terminou o pregão em queda de 0,92%, aos 80.122,30 pontos. Os negócios somaram R$ 16,2 bilhões. Responsáveis por 11,8% da carteira teórica do Ibovespa e por cerca de 36% do volume de negócios realizados na B3, Petrobras ON e PN caíram 14,55% e 13,71%, sendo, portanto, determinantes para a queda da Bolsa.

Enquanto papéis da Petrobras caem, os da BRF sobem com força
O grande motivador das ordens de venda foi a decisão da Petrobras de anunciar a redução dos preços do diesel em 10%, pelo prazo de 15 dias. Também preocupa o mercado o aumento do risco imputado à empresa, e o fato de a medida anunciada não ter sido capaz de abrir caminho para a trégua pedida pelo presidente Michel Temer. Na mínima do dia, o Ibovespa chegou a perder o suporte gráfico dos 79.600 pontos, atingindo os 79.027 pontos. Enquanto isso, os papéis da BRF subiram 6,40% e lideraram as altas do Ibovespa, refletindo especulações sobre o futuro de Pedro Parente, que preside o Conselho de Administração da companhia de alimentos.

Dólar termina sessão cotada a R$ 3,6402, com alta de 0,45%
Após três dias seguidos de queda, o dólar encerrou em alta ante o real em dia de desdobramentos da paralisação dos caminhoneiros, desvalorização do petróleo nos mercados futuros e estresse no exterior com o impasse entre EUA e Coreia do Norte. A moeda encerrou cotada a R$ 3,6402 em alta de 0,45% no segmento à vista. O giro financeiro foi de, aproximadamente, US$ 759 milhões. Às 17h18, o contrato para junho do dólar estava em alta de 0,36% aos R$ 3,6425. A divisa dos EUA perdia valor em relação a moedas consideradas de segurança, enquanto o investidor ainda assimila o cancelamento da reunião entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un.

Juros futuros fecham sessão regular com taxas em alta
A piora da percepção do risco doméstico, em meio ao impacto da paralisação dos caminhoneiros para a atividade econômica e as consequências das negociações com o governo para as contas públicas, levou os contratos de juros futuros a fechar a sessão regular com taxas em alta. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou com taxa de 6,660%, de 6,596%, e o DI para janeiro de 2020 subiu de 7,44% para 7,54%. O DI para janeiro de 2021 fechou com taxa de 8,69%, de 8,58%, e o DI para janeiro de 2023 terminou em 10,13%, de 9,99%. O DI para janeiro de 2025 fechou com taxa de 10,69%, ante 10,53%.

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