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BC aumenta atuação e queda chega a 1,43%
Após seis pregões seguidos de valorização, as mudanças de atuação do Banco Central surtiram efeito nesta segunda-feira (21) e o dólar caiu ante o real. A moeda norte-americana à vista ficou em R$ 3,6841, desvalorização de 1,41%. O giro foi forte, de US$ 980 milhões. Durante o dia, oscilou entre R$ 3,6835 (-1,43%) e R$ 3,7274 (-0,25%). O dólar para junho, às 17h, recuava 1,30%, cotado a R$ 3,6925. O volume negociado também era robusto, de US$ 18,8 bilhões. Na noite de sexta, após o dólar encerrar a semana com alta de 3,80%, a R$ 3,7369, o BC novamente alterou as condições de intervenção no câmbio e triplicou a oferta de contratos de swap adicionais para 15 mil (US$ 750 milhões).
Bovespa tem baixa depois de ensaiar recuperação
A bolsa brasileira ensaiou uma recuperação no início do dia, mas as ações sucumbiram ao mau humor do investidor e levaram o Índice Bovespa à terceira queda consecutiva, de 1,52%, aos 81.815,31 pontos. É a menor pontuação desde 9 de fevereiro. Os negócios somaram R$ 20,3 bilhões inflados pelos R$ 8,1 bilhões movimentados durante o exercício de opções sobre ações. O desempenho negativo foi na contramão da alta das bolsas de Nova York e da queda do dólar ante o real. Permaneceram no radar dos investidores os indícios de fraqueza da economia doméstica, a incerteza eleitoral e os ruídos de comunicação do BC e seus reflexos nos mercados de câmbio e juros.
Vale e Petrobras levam maiores tombos do dia
O Ibovespa chegou a subir 0,96% (83.883 pontos), mas perdeu fôlego. O movimento vendedor ganhou força após as 13 horas, quando foi encerrado o período de exercício de opções. Na mínima do dia, o índice chegou aos 81.576 pontos (-1,81%). A explicação é que investidores do mercado de opções seguraram preços para defender posições e depois se desfizeram delas. O dia foi de quedas pulverizadas, mas as maiores baixas ficaram com Vale e Petrobras. No caso da mineradora, contribuiu a forte desvalorização do minério de ferro no mercado à vista chinês. Ao final do pregão, Petrobras ON e PN tiveram quedas de 3,35% e 2,34%, respectivamente. Vale ON perdeu 3,23%.
Taxas de juros refletem alívio no câmbio local
Os juros futuros fecharam a sessão em baixa, diante do alívio no câmbio doméstico. As taxas de curto e médio prazos passaram o dia com recuo. As longas começaram a sessão em queda, passaram a subir com força e à tarde voltavam a cair, na medida em que o dólar ampliava as perdas ante o real. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou em 6,635%, de 6,687% no ajuste anterior. A taxa do DI para janeiro de 2020 caiu de 7,76% para 7,66% e a do DI para janeiro de 2021, de 8,92% para 8,79%. A taxa do DI para janeiro de 2023 encerrou em 10,07%, de 10,15% no último ajuste, e a do DI para janeiro de 2025 terminou em 10,57%, de 10,65%.





