Mercado financeiro
A R$ 3,6994, moeda atinge maior valor desde março de 16
A interrupção da queda da Selic não foi suficiente para conter o dólar nesta quinta-feira (17) com o cenário externo definindo mais um dia de valorização da moeda americana - embora a movimentação continue acompanhando a tendência global. O dólar à vista fechou cotado a R$ 3,6994, em alta de 0,65%, maior valor desde 16 de março de 2016, quando encerrou o dia a R$ 3,7426 - naquele dia, a crise pré-impeachment da presidente Dilma estava praticamente no auge, com a nomeação do ex-presidente Lula para a Casa Civil. O giro ficou em cerca de US$ 1,2 bilhão. Já o dólar para junho, perto das 17h05, subia 0,71%, a R$ 3,7065, com perto de US$ 21,7 bilhões negociados.
Ibovespa tem maior queda desde o escândalo da JBS
O mercado brasileiro de ações ingressou em um forte movimento de correção nesta quinta-feira e terminou o dia aos 83.623,94 pontos, em queda de 3,37% (ou 2.915 pontos). Foi o maior recuo porcentual desde 18 de maio do ano passado (-8,80%), quando veio à tona o caso JBS, com denúncias contra o presidente Michel Temer. As perdas do dia foram generalizadas, mas atingiram principalmente as ações de maior liquidez, com destaque para Petrobras e bancos. Analistas apontaram uma série de fatores para justificar tamanha reação dos investidores, desde uma realização de lucros mais forte até um aumento da aversão ao risco.
Ações de bancos foram as que mais perderam no pregão
Do ponto de vista da realização de lucros, a justificativa é que algumas ações estariam demasiadamente esticadas, como é o caso de Petrobras ON, que alcançava valorização superior a 25% somente em maio. Ao final do pregão, Itaú Unibanco PN teve queda de 5,23%, enquanto Banco do Brasil ON perdeu 4,20% e Bradesco ON, 5,42%. Petrobras ON e PN terminaram o dia com perdas de 4,49% e 5,26%, em dia de desempenho fraco dos preços do petróleo. Vale ON recuou 0,93%. Com o resultado de hoje, o Ibovespa passa a contabilizar perda de 2,90% em maio e alta de 9,45% no ano.
Em alta, DI para janeiro de 2023 termina em 9,77%
O mercado de juros esteve sob forte estresse e as taxas fecharam em alta expressiva, especialmente nos contratos de curto e médio prazos. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para outubro de 2018 fechou em 6,460%, ante 6,223% no ajuste da quarta-feira, e o DI para janeiro de 2019 - que movimentou mais de 1 milhão de contratos - encerrou com taxa de 6,600%, de 6,320%. A taxa do DI para janeiro de 2020 subiu de 7,34% para 7,62% e a do DI para janeiro de 2023 fechou em 9,77%, de 9,63%. A decisão do BC contrariou a aposta majoritária nas mesas de operação e também entre os economistas dos departamentos econômicos, que esperavam redução da taxa Selic para 6,25%.





