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Índice da bolsa brasileira sobe 1,65% e reverte perdas de maio
A combinação entre a valorização das commodities e o câmbio atrativo deu impulso à compra de ações no mercado brasileiro e o Índice Bovespa recuperou o patamar dos 86 mil pontos, revertendo as perdas que vinha acumulando em maio. Em alta durante praticamente todo o pregão, o índice terminou o dia aos 86.536,96 pontos, com ganho de 1,65%. No mês, o índice passou a acumular ganho de 0,49%. Os negócios somaram R$ 11,9 bilhões, pouco abaixo da média de maio (R$ 12,6 bilhões). Ações de empresas ligadas a commodities, como Petrobras e Vale, voltaram a ser destaque de alta, acompanhando o avanço dos insumos no mercado internacional.
Grupo de maior peso do Ibovespa, setor financeiro recupera ações
A novidade neste pregão foi a recuperação das ações do setor financeiro, grupo de maior peso na composição da carteira do Ibovespa, que voltou a subir depois de uma expressiva correção nos últimos dias. Em dia de vencimento do Ibovespa futuro e de decisão de política monetária, os destaques entre as ações ficaram com Petrobras ON e PN, que avançaram 2,33% e 2,24%, respectivamente, embaladas pela alta dos preços do petróleo e pelas perspectivas positivas para a companhia. Vale ON subiu 2,29%, ajudada pela alta de 1% do preço do minério de ferro no mercado à vista chinês. De carona com os papéis da Vale estiveram Gerdau PN (+2,64%) e Usiminas PNA (+4,91%).
Dólar fecha em alta de 0,35% em função de expectativa sobre juros
O dólar se manteve em alta em relação ao real, na contramão do movimento ante outras moedas emergentes, em função das expectativas pela decisão do Copom sobre os juros brasileiros que só sairia à noite. O dólar à vista fechou em alta de 0,35%, a R$ 3,6755, mantendo-se no maior valor desde 7 de abril de 2016, quando encerrou o dia a R$ 3,6855. Durante o pregão, a divisa americana oscilou entre a mínima de R$ 3,6628, estável; e a máxima de R$ 3,6960 (0,9%). O giro ficou em US$ 766 milhões. Perto das 17h, o dólar para junho subia 0,56% para R$ 3,6785, com US$ 18,5 bilhões negociados.
Juros futuros fecham estáveis mesmo com avanço do dólar e dos Treasuries
Os juros futuros fecharam a sessão regular praticamente estáveis ante os ajustes anteriores, com viés de baixa em alguns vencimentos, a despeito de ter sido mais um dia de avanço tanto do dólar ante o real quanto do rendimento dos Treasuries. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para julho de 2018 fechou em 6,224%, de 6,240% no ajuste anterior. A taxa do DI para janeiro de 2019 caiu de 6,350% para 6,320% e a do DI para janeiro de 2020 fechou em 7,34%, de 7,35%. O DI para janeiro de 2021 encerrou com taxa de 8,46%, ante ajuste anterior de 8,47%, e a do DI para janeiro de 2023 passou de 9,67% para 9,63%.





