MERCADO FINANCEIRO
Real fica entre as dez moedas mais desvalorizadas do dia
As moedas de países emergentes tiveram um novo dia negativo em reação a um fator já conhecido: a expectativa de que o banco central americano acelere o aumento de juros nos Estados Unidos para conter pressões inflacionárias. O real do Brasil está entre as que mais perderam valor, ocupando a oitava posição na lista das dez moedas que mais sofreram desvalorização no início da tarde desta terça (15). Às 13h36, o real recuava 0,8% ante o dólar. A lira turca liderou as baixas, com desvalorização de 2,32%. A pressão sobre o câmbio global vem se acentuando por causa da perspectiva de aumento da taxa de juros nos Estados Unidos, que balizam os ganhos dos títulos públicos do país, considerados os mais seguros do mundo.
Dólar sobe 0,93% e fecha no maior nível desde abril de 2016
No Brasil, o dólar comercial subiu 0,93%, para R$ 3,66, maior nível desde abril de 2016. Na máxima, o dólar atingiu R$ 3,69 nesta terça-feira (15).
No mundo, o dólar ganhou força em relação a 30 das 31 principais moedas - a única que conseguiu se valorizar foi o peso argentino, que é a divisa que mais se enfraquece no ano em relação ao dólar. Na Argentina, a fragilidade econômica, inflação elevada e o baixo nível de reservas internacionais mergulharam o país em uma crise cambial. No ano, o peso acumula desvalorização de 23,8% em relação ao dólar. A lira turca é a segunda maior queda (-14,6%). A Turquia também está em situação frágil, com preocupações com superaquecimento da economia e inflação em dois dígitos.
Bolsa tem queda leve amparada por papéis da Petrobras e da Vale
O cenário externo desfavorável para os ativos de risco levou o Índice Bovespa a operar em terreno negativo durante todo o pregão desta terça-feira e terminar o dia aos 85.130,41 pontos, com queda de 0,12%. Mais uma vez, a desvalorização teria sido maior não fosse o desempenho positivo das ações da Petrobras, que acumulam ganhos de até 25% nesta primeira quinzena de em maio. Os negócios somaram R$ 14 bilhões. Petro ON e PN terminaram a sessão com ganhos de 2,52% e 2,10%, respectivamente, e cerca de 20% dos negócios na B3. Os motivos para o apetite do investidor residem em questões como a alta dos preços do petróleo, resultado trimestral positivo e avanços da empresa no acordo da cessão onerosa, entre outros. Papéis da Vale também fecharam em alta de 0,70%.
Mesmo pressionadas, taxas de juros futuros têm oscilação leve
Os juros futuros fecharam a terça-feira (15) com taxas entre a estabilidade e leve queda nos contratos de curto e médio prazos, enquanto a ponta longa terminou a sessão regular com ligeiro avanço. As taxas estiveram bastante pressionadas para cima durante a manhã, acompanhando a pressão nos mercados de câmbio. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para julho de 2018 encerrou com taxa de 6,245%, de 6,236% no ajuste de segunda-feira. O DI para janeiro de 2019 fechou com taxa de 6,350% (mínima), de 6,360% no ajuste anterior, e a taxa do DI para janeiro de 2020 caiu de 7,41% para 7,35%. A taxa do DI para janeiro de 2021 encerrou em 8,47%, ante 8,48% no ajuste de segunda, e a do DI para janeiro de 2023 subiu de 9,61% para 9,67%.





