Juros Futuros
subiram

Dólar sobe para maior cotação desde abril de 2016
O cenário doméstico voltou a pesar para o comportamento do dólar na segunda-feira (14). Depois de uma abertura em queda, a moeda americana voltou a se valorizar em relação ao real, por conta de pesquisa eleitoral confirmar os rumores que já circulavam na sexta-feira, de que candidatos desalinhados com o mercado subiriam nas pesquisas. O dólar à vista fechou a R$ 3,6267, com valorização de 0,74%. Essa é a maior cotação da moeda americana desde 7 de abril de 2016, quando fechou a R$ 3,6855. No pregão de hoje, a moeda variou da mínima de R$ 3,5732 (-0,75%) à máxima de R$ 3,6409 (+1,13%). O dólar para junho, perto das 17h20, subia 0,60%, saía a R$ 3,6290 e negociava US$ 17,8 bilhões.

Ibovespa começa a semana com pregão estável
O Índice Bovespa iniciou a semana exibindo pouco fôlego para avançar. Depois de ter alcançado alta superior a 1% na manhã desta segunda-feira, o indicador perdeu fôlego, virou para o negativo ao longo da tarde e terminou o pregão estável, aos 85.232,18 pontos (+0,01%). Os negócios somaram R$ 12,1 bilhões. A pesquisa MDA/CNT de intenção de voto foi o principal combustível do mau humor do investidor. "O mercado se estressou com a pesquisa, ao constatar que é cada vez mais evidente a dificuldade dos candidatos reformistas de alcançar maiores níveis de popularidade. E isso ocorre em boa parte porque a economia não melhorou", disse André Perfeito, economista-chefe da Spinelli.

Juros futuros fecham em alta influenciados pelo dólar
Os juros futuros fecharam a sessão em alta, novamente pressionados pelo desempenho do dólar ante a maioria das moedas de economias emergentes, incluindo o real. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para outubro de 2018, um dos mais líquidos entre os vencimentos curtos, estava, ao fim da sessão regular, com taxa de 6,245%, de 6,213% no ajuste de sexta-feira. A taxa do DI para janeiro de 2019 fechou e 6,360%, de 6,315% no ajuste anterior. A taxa do DI para janeiro de 2020 subiu de 7,29% para 7,41% e a do DI para janeiro de 2021, de 8,37% para 8,48%. O DI para janeiro de 2023 terminou com taxa de 9,61%, de 9,51%.

Lula segue liderando as intenções de voto
As taxas começaram o dia em viés de baixa, em linha com o alívio no câmbio, mas ainda pela manhã, passaram a subir na medida em que o dólar desacelerava a queda, com o mercado na expectativa pelos números da pesquisa, que sairia às 11 horas. O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva segue liderando as intenções de voto, com 32,4% da preferência, ante 16,7% do deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ). Marina Silva (Rede) tem 7,6% e Ciro Gomes, 5,4%. Alckmin aparece em quinto lugar, com 4% das intenções de voto. Lula está preso desde o começo de abril. Sem Lula, Bolsonaro tem 18,3%; Marina, 11,2%; Ciro Gomes, 9% e Alckmin, 5,3%.

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