Papéis da Petrobras tiveram fôlego para novas altas
O Índice Bovespa deu continuidade ao desempenho positivo da véspera e teve novo pregão de ganhos firmes nesta quinta-feira (10), mais uma vez tendo como destaque as altas das bolsas de Nova York e das ações da Petrobras. Nesta que foi a terceira sessão consecutiva de alta, o Ibovespa avançou 1,89%, aos 85.861,19 pontos. Os negócios somaram R$ 11,7 bilhões, dentro da média das últimas semanas. Depois da disparada da quarta-feira, as ações da Petrobras ainda tiveram fôlego para nova rodada de altas, e com forte volume de negócios. A movimentação global dos dois papéis respondeu por cerca de um terço dos negócios na Bolsa. Ao final do pregão, Petrobras ON e PN subiram 2,29% e 5,95%.

Ação do BB destoa e tem queda de 3,67%
Ainda falando em empresas de controle público, a contrapartida do dia ficou com a ação do Banco do Brasil, que caiu 3,67%, destoando da alta generalizada das ações do setor financeiro, outro importante destaque do dia. A ação respondeu aos resultados trimestrais divulgados pela instituição, considerados bons em termos de números, mas fracos em termos de qualidade. O Banco do Brasil apresentou lucro líquido ajustado de R$ 3,026 bilhões de janeiro a março, expansão de 20,3% em relação ao mesmo período do ano passado, de R$ 2,515 bilhões. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, de R$ 3,188 bilhões, quando o banco entregou resultado recorde, houve queda de 5,1%. Itaú Unibanco PN teve alta de 2,73% e Bradesco PN avançou 2,01%.

Indicadores de inflação fazem dólar desacelerar
Depois de acumular alta de 2,7% em seis pregões de maio, o dólar desacelerou nesta quinta-feira em relação ao real. A moeda americana só operou em baixa ao longo do dia e recuou 1,35% no fechamento, para R$ 3,5493. O sossego no mercado veio depois da divulgação de indicadores de inflação aqui (IPCA, 0,22%) e nos Estados Unidos. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,2% em abril ante março. O resultado ficou abaixo da expectativa de analistas, que previam alta de 0,3% do CPI. Esse dado afastou a preocupação em relação a pressões inflacionárias na economia americana. Como resultado, o título de dez anos operou em baixa (1,26%).

Juros a longo prazo têm queda acentuada
Os juros futuros fecharam o dia em queda firme e mais acentuada nos contratos de longo prazo. O movimento de baixa visto ao longo de todo o dia teve respaldo no IPCA de abril de 0,22%, no piso das estimativas, na queda do dólar e no bom humor dos mercados internacionais. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para outubro de 2018 encerrou a 6,215%, de 6,239% no ajuste anterior. A taxa do DI para janeiro de 2019 fechou na mínima de 6,260%, ante 6,294% no ajuste de quarta. A taxa do DI para janeiro de 2020 caiu de 7,34% para 7,22% e a do DI para janeiro de 2021, de 8,44% para 8,26%. O DI para janeiro de 2023 terminou com taxa de 9,44% (mínima), de 9,68%.

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