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Petrobras responde por 27% do volume de negócios da bolsa
A disparada das ações da Petrobras foi determinante para alavancar o Índice Bovespa em um dia de agenda pouco relevante para o mercado doméstico. O índice, que tem 11% de sua composição representada pelos papéis da estatal petroleira, terminou o dia com alta significativa, de 1,58%, aos 84.265,49 pontos. Os negócios na B3 somaram R$ 13,9 bilhões. Com o petróleo subindo mais de 3% nos futuros de Nova York e Londres, Petrobras ON e PN terminaram o dia com altas de 10,02% e 8,16%, respectivamente. Somadas, as duas ações responderam por cerca de 27% do volume de negócios na bolsa.

Alta do dólar favorece ações de empresas exportadoras
A agenda de balanços continuou positiva no dia, o que em parte compensou a falta de notícias do cenário político doméstico. A Gerdau reportou um lucro líquido de R$ 451 milhões no primeiro trimestre deste ano. Com isso, Gerdau PN teve ganho de 6,31% e Gerdau Metalúrgica PN avançou 6,43%. Outros papéis do setor siderúrgico pegaram carona e também subiram, com destaque para CSN ON (2,72%). Vale ON ganhou 2,15%. O desconforto ficou por conta do dólar, que continuou a subir. A alta da moeda favoreceu ações de empresas exportadoras, como Suzano ON (+7,18%) e Marfrig ON (+6,66%), mas manteve os investidores cautelosos em relação a questões como inflação e política monetária.

Dólar sobe termina com maior preço desde 31 de maio de 2016
O dia no câmbio nesta quarta-feira (9) no Brasil descolou do cenário externo. O dólar se enfraqueceu em relação à maior parte das moedas globais, mas continuou a mostrar alta volatilidade em relação ao real. No fechamento, a moeda subiu 0,82%, para R$ 3,5977, maior preço desde 31 de maio de 2016. Durante a sessão, chegou a sair a R$ 3,61 - oscilou entre a mínima de R$ 3,56 (-0,24%) à máxima de R$ 3,6101 (+1,17%). O giro à vista foi três vezes maior que o do dia anterior, somou US$ 1,2 bilhão. Perto das 17h, o dólar para junho subia 0,80%, negociado a R$ 3,60 e este mercado movimentava US$ 20 bilhões.

Taxas de juros de médio e longo prazos fecham sessão em alta
O novo avanço do dólar ante o real e o aumento do rendimento dos títulos do Tesouro norte-americano levaram os juros futuros de médio e longo prazos a fecharem a sessão regular em alta. Na ponta curta, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para outubro de 2018 caiu de 6,249% para 6,225% e a taxa do DI para janeiro de 2023 passou de 6,330% para 6,295%. Nos demais, a taxa do DI para janeiro de 2020 subiu de 7,27% para 7,34% e a taxa do DI para janeiro de 2021 fechou em 8,44%, de 8,29%. A taxa do DI para janeiro de 2023 encerrou na máxima de 9,68%, de 9,48%.

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