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Ibovespa
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Dólar fecha sessão cotado a R$ 3,5685
O câmbio teve uma manhã muito nervosa para os negócios, com o dólar para junho chegando a bater nos R$ 3,60, mas no meio da tarde os ânimos se acalmaram. A moeda à vista acabou encerrando a sessão em alta de 0,46%, a R$ 3,5685, a maior cotação neste ano. Durante o pregão, oscilou entre R$ 3,5563 (+0,12%) e a máxima de R$ 3,5942 (+ 1,24%). O que muito chamou a atenção foi o volume à vista, fraco em relação à média dos últimos pregões. A avaliação do mercado é que o real continuará sob pressão, por conta do cenário geopolítico, que traz tantas incertezas quanto o quadro eleitoral doméstico.

Ibovespa tem recuperação após perdas
Depois de cinco quedas consecutivas, com as quais perdeu mais de 4%, o Índice Bovespa teve um pregão de leve recuperação. O indicador terminou o dia aos 82.956,04 pontos, com alta de 0,29% e R$ 12,1 bilhões em negócios. O sinal positivo foi consolidado somente no período da tarde, pois a manhã foi marcada pela volatilidade. A instabilidade veio principalmente do cenário internacional, que mais cedo foi tomado pela expectativa em torno do discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o acordo nuclear com o Irã. As especulações levaram os preços do petróleo a caírem até 4% nos mercados futuros.

Papéis da Petrobras são abaladas por baixa nos preços do petróleo
As fortes perdas do petróleo chegaram a impactar as ações da Petrobras, mesmo após a empresa ter anunciado resultados melhores que o esperado. Após Trump ter confirmado a saída do acordo nuclear, a queda dos preços do petróleo desacelerou, o que abriu caminho para uma melhora das ações da Petrobras. O papel preferencial terminou o dia em alta de 1,15% e o ordinário ficou estável. Além de Petrobras, outro destaque ficou com as ações do Magazine Luiza, que dispararam 14,60%, em repercussão ao balanço da companhia, também acima do esperado pelos analistas.

Mercado externo e alta do dólar confirmam alta dos juros
Os juros futuros confirmaram no fechamento da sessão regular a alta firme que vinham mostrando desde a abertura dos negócios, em função do mau humor no cenário externo e do avanço do dólar ante o real, que nas máximas chegou perto dos R$ 3,60. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou em 6,330%, de 6,299% no ajuste anterior, e a taxa do DI para janeiro de 2020 subiu de 7,13% para 7,27%. A taxa do DI para janeiro de 2021 encerrou a 8,29%, de 8,16% no ajuste da véspera. O DI para janeiro de 2023 terminou com taxa de 9,48%, de 9,33%.

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