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Ganhos da Petrobras amenizam perdas do índice
O Índice Bovespa teve sua quinta queda consecutiva, fechando em baixa de 0,49%, aos 82.714,42 pontos. O volume de negócios somou R$ 7,7 bilhões, inferior à média dos últimos dias. O desempenho do Ibovespa não foi pior devido aos ganhos das ações da Petrobras. Petrobras ON e PN subiram 3,56% e 1,71% e amenizaram as perdas de papéis de mineração e siderurgia, por exemplo. Vale ON terminou o dia com perda de 0,93%. Em cinco dias de queda ininterrupta, o Ibovespa já perdeu 4,32%. A falta de sustentação dos preços das ações é atribuída em boa parte à redução da participação dos investidores estrangeiros.
Ações da Eletrobras lideram perdas do Ibovespa
O noticiário corporativo também teve influência expressiva nos negócios com ações. Com grande repercussão no mercado, os papéis da Eletrobras lideraram as perdas do índice. As dúvidas em relação ao avanço do projeto de privatização da estatal voltaram a pesar sobre os papéis, assim como questões ligadas aos valores das tarifas, no caso da venda da estatal. Ao final do pregão, Eletrobras ON e PNB caíram 9,15% e 8,07%, respectivamente. O cenário internacional foi importante referência para os negócios no Brasil. A volatilidade exibida por esses mercados acabou por prejudicar os negócios por aqui.
Real volta a ficar sob pressão e dólar sobe
Depois do pequeno refresco de dois pregões na semana passada, o real voltou a ficar sob pressão. O dólar encerrou o dia com valorização de 0,78%, cotado a R$ 3,5522. Na quarta-feira passada (2), quando a moeda americana fechou nesse patamar (a R$ 3,5518), o Banco Central anunciou que colocaria contratos de swap cambial no mercado acima do montante necessário para rolar o vencimento de US$ 5,6 bilhões em junho. Se continuar no mesmo ritmo diário, o BC deve colocar cerca de US$ 3 bilhões a mais em swaps, valor considerado pequeno pelos operadores - embora ninguém saiba ao certo qual será a quantidade leiloada.
Taxas de juros futuros fecham em alta firme
Os juros futuros fecharam a sessão regular em alta firme e boa parte deles nas máximas do dia, na medida em que o dólar voltava a acelerar os ganhos ante o real, se firmando novamente acima dos R$ 3,55. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 encerrou a 6,300%, de 6,274% no ajuste anterior, e a taxa do DI para janeiro de 2020 terminou na máxima de 7,13%, ante 7,06% no último ajuste. A taxa do DI para janeiro de 2021 também fechou na máxima, a 8,16%, de 8,04% no ajuste da sexta-feira (4), e a do DI para janeiro de 2023 subiu de 9,23% para 9,33% (máxima).





