Subiu
Petrobras

Desceram
Papéis de financeiras

Baixo volume de negócios contribui para cotação alta
O dólar sofreu pressão compradora nesta segunda-feira (30) voltou a subir, renovando o pico do ano. A moeda fechou em alta de 1,20%, cotada a R$ 3,5042, maior valor desde 3 de junho de 2016. A moeda americana já iniciou o dia com sinal positivo ante o real, acompanhando a tendência internacional de valorização generalizada da divisa. Com o resultado, o dólar à vista encerrou abril com ganho acumulado de 6,08% ante o real. A ressalva para a alta do dia foi o volume reduzido de negócios na maior parte da sessão, em dia de "ponte de feriado". Isso porque a redução da liquidez favorece movimentos mais bruscos, quando lotes pouco significativos exercem influência mais forte sobre as cotações.

Ibovespa recua apesar de dia bom para commodities
O Ibovespa chegou a ensaiar alta na abertura dos negócios, mas fechou o último pregão de abril em queda de 0,38%, aos 86.115,49 pontos. Mesmo assim, acumulou ganhos de 0,88% no mês e segue com rentabilidade de dois dígitos no ano, com valorização de 12,71%. Em dia de agenda fraca no mercado doméstico por conta do feriado nesta terça-feira (1º), a bolsa brasileira foi basicamente influenciada pelo cenário externo, principalmente as Bolsas em Nova York. As commodities em alta ajudaram a impedir uma queda maior da bolsa brasileira. O petróleo teve alta e contribuiu para os ganhos das ações da Petrobras, que subiram mais de 1%. A Vale também teve dia de valorização. O recuo dos papéis de grandes bancos, porém, impediu que o índice tivesse melhor desempenho.

Reunião do Fed concentra atenções durante semana
Ao longo da semana haverá um evento considerado muito importante no mercado externo. O principal é a reunião de política monetária dos dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), que começa nesta terça-feira (1º). Os analistas do Bank of America Merrill Lynch não esperam alta nos juros ainda, mas o comunicado da reunião pode sinalizar mudanças. O banco prevê três elevações neste ano, mas argumenta que os riscos pendem para mais aumentos. Se a elevação de juros for mais rápida que o previsto nos EUA, os movimentos nos fluxos internacionais de capital podem ser afetados, influenciando também a entrada de recursos externos na B3.

Juros sobem pouco em sessão de baixa liquidez
As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) encerraram em leve alta, em dia de dólar forte e bolsas em queda. A liquidez baixa observada pela manhã continuou no turno da tarde, algo que já era previsível por conta do feriado desta terça-feira. Nesse contexto, o DI para janeiro de 2019 encerrou a sessão regular a 6,225% ante 6,214% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2020 ficou em 6,96%, máxima, ante 6,911% de um dia antes. O DI para janeiro de 2021 encerrou a 7,96%, máxima, ante 7,902% no ajuste anterior . O DI para janeiro de 2023 exibiu a 9,16% ante 9,112% no fechamento da semana passada. O DI para janeiro de 2025 encerrou a 9,69% ante 9,642% no ajuste de sexta-feira.

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