Mercado financeiro
Com alta de 1,57% em abril, Ibovespa mostra resiliência
A bolsa teve uma sessão inteira de altas nesta quinta-feira (26) e levou o Índice Bovespa de volta ao patamar dos 86 mil pontos, no qual não operava desde meados de março. Embalado pela alta das bolsas de Nova York e pela expectativa de balanços positivos aqui e no exterior, o Ibovespa terminou o dia aos 86.383,19 pontos, na máxima, com alta de 1,57%. Com esse avanço, o índice anulou as perdas que acumulava em abril e passou a contabilizar ganho de 1,19% no período. O Ibovespa vem mostrando alguma resiliência nos últimos dias, resistindo a quedas mais fortes em Nova York e à alta do dólar.
Com ganhos acima de 4%, Pebrobras é destaque no pregão
As ações da Petrobras foram destaque no pregão, com ganhos de 4,04% (ON) e 4,14% (PN), em um dia de alta dos preços do petróleo e de mudanças na companhia. Os acionistas da estatal aprovaram mudanças no estatuto social da empresa que alteram o número máximo de membros do conselho de administração de 10 para 11 e impõem que 40% deles sejam independentes, não ligados ao governo, ainda que indicados pela União. Hoje, o conselho tem 9 membros. Foi aprovada também a nova política de pagamento de dividendos, que passarão a ser pagos trimestralmente, quando for registrado lucro.
Dólar tem baixa de 0,26% e fecha a R$ 3,4769
Até o meio da tarde, a moeda subia e inclusive voltou a superar os R$ 3,50 (chegou a R$ 3,5073, em alta de 0,61%). Mas o movimento foi perdendo força até virar para a queda mais para o fim do pregão: o dólar acabou o dia a R$ 3,4769, em baixa de 0,26%, mais perto da mínima do dia, de R$ 3,4754 (-0,31%). Foi a primeira queda após cinco sessões de alta O giro foi de US$ 1,8 bilhão. À tarde, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, voltou a afirmar que está monitorando o comportamento do câmbio e que não permitirá uma "dinâmica perversa". Ele disse ainda que a autoridade monetária suavizará o movimento na taxa cambial quando for necessário e que tem reservas e swaps à disposição.
Juros futuros também experimentam leve queda
Os juros futuros encerraram a quinta-feira em leve queda. O movimento foi sustentado pela acomodação do dólar abaixo dos R$ 3,50 e diante de um cenário global, por ora, menos conturbado para mercados emergentes. O DI para janeiro de 2019 encerrou a sessão regular a 6,245% ante 6,249% no ajuste de quarta-feira. O DI para janeiro de 2020 fechou a 6,94% ante 6,961% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2021 encerrou a 7,93% ante 7,972% no ajuste de quarta-feira. O DI para janeiro de 2023 encerrou a 9,18% ante 9,242% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2025 fechou a 9,73%, mínima, ante 9,822% no ajuste da quarta-feira.





