Mercado financeiro
Bolsa
desceu
Juros futuros
subiram
Moeda americana acumula alta de 5%
O dólar subiu na terça-feira(24), em relação ao real, pelo quarto pregão consecutivo - embora não tenha repetido o mesmo comportamento em relação a outras moedas emergentes. O real não está tendo folga, afirmam especialistas, por conta do estreitamento do diferencial entre os juros brasileiros na comparação com os americanos, que estimulam operações de hedge por aqui. O dólar à vista fechou em alta de 0,61%, cotado a R$ 3,4706, e movimentou US$ 1,3 bilhão. O dólar para maio, às 17h10, subia 0,45%, para R$ 3,47 e girava US$ 23,5 bilhões. No mês, a moeda americana acumula alta de 5%. O fechamento da terça continua sendo ao maior valor desde 2 de dezembro de 2016.
Alta da Vale ON ameniza as perdas do Ibovespa
O Índice Bovespa resistiu à influência negativa das bolsas de Nova York e terminou na terça, perto da estabilidade, aos 85.469,07 pontos, com recuo de 0,16%. O pregão foi de volume próximo da média dos últimos dias (R$ 9,5 bilhões) e fluxo de estrangeiros perto do equilíbrio, segundo a percepção de operadores ouvidos pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado. A expectativa otimista em torno da divulgação do balanço da Vale manteve o papel em forte alta, o que acabou por amenizar as perdas do índice. Vale ON terminou o dia com alta de 1,71%. As ações da Petrobras, por sua vez, tiveram baixas leves, apesar da forte desvalorização dos preços do petróleo.
Juros futuros fecham em leve alta
As taxas dos contratos de DI (Depósito Interfinanceiro) encerraram a sessão regular em leve alta e, portanto, em linha com a trajetória do câmbio doméstico. O estresse visto quando o dólar marcou as máximas intraday e os juros acompanharam, desapareceu no fim de sessão. O DI para janeiro de 2019 encerrou a sessão regular a 6,23% ante 6,224% no ajuste de segunda-feira. O DI para janeiro de 2020 fechou a 6,92%, de 6,92% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2021 subiu a 7,94%, de 7,93% de segunda-feira. Na máxima, foi a 8,00% na terça. Já o vencimento para janeiro de 2023 avançou para 9,21%, de 9,18% no ajuste anterior. Na máxima, chegou a 9,26%.
Índices acionários em NY influenciam as taxas
A sessão foi pautada pelo avanço dos rendimentos dos títulos americanos, pela forte depreciação dos índices acionários em NY e pelo dólar mais caro no mercado doméstico. Além disso, contribuiu para a alta do dólar o fato de os contratos futuros do petróleo passarem a cair mais de 1% no início da tarde. Isso aconteceu enquanto os governantes americano e francês sinalizavam a possibilidade de revistar o acordo nuclear com o Irã. O operador de renda fixa da Renascença Luis Felipe Laudisio entende que o desempenho do mercado ficou mais relacionado ao cenário externo do que à política doméstica.





