Vale ON
subiu

Dólar
desceu

Blue chips mostraram forte valorização
A bolsa brasileira pegou carona na forte alta das cotações das commodities no mercado internacional para testar o patamar dos 86 mil pontos, que não é registrado desde o fechamento de 14 de março passado. Mas, ao final do pregão de quarta-feira (18), perdeu força e o Ibovespa encerrou a sessão de negócios em alta de 2,01%, aos 85.776,46 pontos. As blue chips mostraram forte valorização. Os papéis da Petrobras ganharam 3,26% (ON) e 3,66% (PN). Já Vale ON (3,37%) e o bloco de siderurgia subiram na esteira da alta de mais de 2% da cotação do minério de ferro no porto de Qingdao, na China. O setor financeiro seguiu o otimismo, recuperando-se das perdas recentes.

Moeda americana se distancia dos R$ 3,40
O dólar à vista fechou em queda de 0,87% cotado a R$ 3,3807, distanciando-se dos R$ 3,40 Na mínima do dia, a moeda foi vendida a R$ 3,3736 (-1,08%). O petróleo WTI teve alta de 2,93%, após o governo americano apontar redução em seus estoques além do esperado pelo mercado. De acordo com um gestor de banco, o mercado identificou realização de lucros hoje, mas o comportamento do dólar em relação ao real foi semelhante ao que a moeda apresentou em relação a outras de países emergentes. Segundo o BC, entre os dias 9 e 13 de abril, o fluxo cambial ficou positivo em US$ 3,050 bilhões, sendo US$ 1,449 bilhão no fluxo comercial e US$ 1,601 bilhão no financeiro.

Juros futuros fecham em queda
Os juros futuros encerraram a sessão regular em queda e, em alguns vencimentos, nas mínimas intraday. Entre agentes do mercado, prevalece a sensação de uma melhora na percepção sobre os ativos de risco, inclusive sobre o Brasil. O DI para janeiro de 2019 encerrou a 6,22% ante 6,229% no ajuste. O DI para janeiro de 2020 encerrou a 6,90%, mínima, ante 6,921% no ajuste de terça-feira. O DI para janeiro em 2021 encerrou a 7,86%, mínima intraday, ante 7,922% no ajuste de quarta. O DI para janeiro de 2023 fecha a 9,03% ante 9,112%. O DI para janeiro de 2025 fecha a 9,56% ante 9,652% o ajuste de quarta.

Conjunto de fatores apoia os preços dos ativos
Segundo o gestor da Par Mais, Alexandre Amorim, um conjunto de fatores justifica a melhora generalizada dos preços dos ativos domésticos. Ele cita o fato de o Brasil não ter acompanhado a recente recuperação de ativos de maior risco globalmente. Além disso, Amorim afirma que há um conjunto de fatores positivos apoiando a melhora. "Alguns relatórios trouxeram uma visão mais positiva sobre o Brasil. O FMI mostrou um panorama melhor. Também houve o relatório do Goldman Sachs com uma visão mais otimista sobre emergentes, inclusive sobre o País. Além disso, desde a semana passada, o investidor estrangeiro está voltando para o mercado brasileiro", disse.

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