MERCADO FINANCEIRO
Índice termina em alta de 1,48%, aos 84.086 pontos
O Índice Bovespa ingressou em um movimento de recuperação nesta terça-feira (17) depois de ter acumulado queda de quase 3% em abril. Contribuiu para isso o cenário de agenda fraca e a maior tranquilidade no Brasil e no exterior, que favoreceram a busca por ações com valores atrativos. Em terreno positivo durante praticamente todo o pregão, o índice terminou o dia em alta de 1,48%, aos 84.086,12 pontos. O dia foi de alta praticamente generalizada entre as blue chips da carteira do Ibovespa. Vale ON subiu 3,12%, apoiada pela alta dos preços do minério de ferro. Petrobras ON e PN subiram 1,83% e 1,99%, também incentivadas pela alta dos preços do petróleo.
Dólar tem nova queda e termina pregão em R$ 3,42
O dólar à vista fechou mais uma sessão em queda depois de, pela manhã, chegar a subir até os R$ 3,42. Investidores já apontam que a moeda opera agora num patamar de equilíbrio na casa dos R$ 3,40. Diante da alta volatilidade dos últimos dias, operadores também identificam que, quando o câmbio escapa um pouco mais, para perto dos R$ 3,43, chama a realização de lucros. No fim do dia, a moeda americana fechou em R$ 3,4103, com baixa de 0,04%, diminuindo a tendência de queda da maior parte da tarde. Na mínima, chegou a R$ 3,3907, com baixa de 0,63%. O volume à vista não foi dos mais fortes, somou US$ 955 milhões, e no mercado futuro, às 17h17, estava em US$ 14,5 bilhões.
Juros futuros encerram terça-feira com viés de baixa
Em uma sessão de oscilação entre margens estreitas, os juros futuros encerraram com viés de baixa. O volume negociado foi, pelo segundo dia consecutivo, moderado, e o noticiário, esparso. Para um operador do mercado de renda fixa, a recuperação dos ativos domésticos pode estar indicando um otimismo momentâneo - ou, nas palavras dele, uma melhora por "wishful thinking". Para o economista da consultoria Pezco Economics, Helcio Takeda, o noticiário fraco e a ausência de "ruídos" nesta terça-feira permitiram deixar mais evidente a conjunção de retomada lenta da economia brasileira com inflação baixa.
DI para janeiro de 2025 fica em 9,65% ante 9,69% da véspera
Com menos ruídos, as taxas futuras cederam, ainda que os contratos mais longos continuem exibindo um prêmio alto por conta do risco das eleições. O DI para janeiro de 2019 encerrou a sessão regular a 6,230% ante 6,229% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2020 fechou a 6,920% ante 6,921% do ajuste anterior. O DI para janeiro de 2021 encerrou a 7,92% ante 7,962% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2023 encerrou a 9,11% ante 9,142% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2025 encerra sessão regular a 9,65% ante 9,692% no ajuste de segunda-feira.





