Na contramão do exterior, Ibovespa tem forte queda
Sem driver para conduzir os negócios, os investidores preferiram a cautela para operar na sessão da bolsa desta segunda-feira. Em sentido oposto à trajetória de alta de seus pares no exterior, o Ibovespa teve forte queda e encerrou o pregão abaixo dos 83 mil pontos, nível que não se via desde o fechamento em 9 de fevereiro (80.898 pontos). De acordo com analistas, o motivo é a falta de visibilidade para o contexto político, somado a um menor otimismo que estava pautado na expectativa de maior crescimento econômico, que tem se revertido. O Ibovespa fechou em queda de 1,75%, aos 82.861,57 pontos. O giro financeiro foi de R$ 12,8 bilhões.

Esperando novos cortes na Selic, setor bancário cai
Nesta segunda-feira o Banco Central divulgou o IBC-Br, prévia do Produto Interno Bruto (PIB) que veio mais fraco do que se esperava. Com isso, segundo analistas, reforçou a expectativa para um novo corte da taxa básica de juros, além de aumentar a expectativa para a reunião de junho de uma possível nova queda.
Entre as blue chips, o setor bancário pesou sobre o desempenho do índice com quedas significativas nas Units do Santander (-3,12%), seguida das ações do Banco do Brasil ON (-3,56%), Bradesco PN (-2,18%) e Itaú Unibanco (-1,47%).

Dólar termina em baixa de 0,42%, a R$ 3,4118
O mercado de câmbio criou grandes expectativas para o fim de semana, por conta da ameaça de bombardeio à Síria e à pesquisa Datafolha sobre as eleições preferenciais, mas nesta segunda-feira fechou praticamente sem saber como reagir às duas notícias. No fim do dia, a moeda se uniu à movimentação de outras moedas emergentes e encerrou em baixa, de -0,42%, cotada a R$ 3,4118. A sessão de não foi de fortes volumes para os negócios com o câmbio - o segmento à vista movimentou US$ 1,3 bilhão e o dólar futuro girava cerca de US$ 13 bilhões, às 17h05.

DI para janeiro de 2023 fecha em queda, a 9,14%
Os juros futuros fecharam perto dos ajustes da sexta-feira em uma sessão de poucos vetores para os preços na renda fixa e fraco volume de negócios. Os contratos intermediários e longos exibiram viés de baixa, sob a influência da queda do dólar ante o real na última hora. O número de contratos negociados para o vencimento em janeiro de 2021, por exemplo, foi quase a metade da média diária. O DI para janeiro de 2019 encerrou a sessão regular a 6,230% ante 6,224% no ajuste de sexta-feira. O DI para janeiro de 2020 fechou a 6,92%, de 6,93% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2021 encerra sessão regular a 7,960%, mínima, ante 8,012% no ajuste de sexta-feira. O DI para janeiro de 2023 fechou a 9,14%, mínima, ante 9,19% no último ajuste.

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