Mercado financeiro
Moeda americana sobe 0,72% com expectativa do STF
As preocupações dos investidores com a proximidade do julgamento do habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ganharam força no período da tarde de terça-feira (3) e sustentaram o dólar em alta firme, atingindo novo pico no ano. A moeda americana chegou a operar em baixa pela manhã, acompanhando influências externas, mas se rendeu a um clima de maior desconfiança à tarde e fechou em alta de 0,72% no mercado à vista, cotada a R$ 3,3389, maior valor desde 23 de junho do ano passado (R$ 3,3409). Com o clima de incerteza no ar, investidores montaram posições compradas no mercado futuro. O dólar para liquidação em maio teve ganho de 0,86%, cotado a R$ 3,3465.
Índice encerrou o pregão com perdas de 0,05%
O Ibovespa desgrudou da trajetória de alta de seus pares no exterior e se firmou em baixa na terça, com os investidores tomando posições mais cautelosas diante da cena política interna. Após oscilar 1.200 pontos entre a máxima e mínima, o índice à vista encerrou o pregão com perdas de 0,05% aos 84.623,46 pontos. O giro financeiro de R$ 8,4 bilhões, indicava o sentimento de precaução que tomou conta dos investidores. O Ibovespa oscilou entre a máxima do dia aos 85.411 pontos e a mínima, aos 84.209 pontos. Perto do final do pregão, o índice tocou o terreno positivo em um reflexo das máximas alcançadas em Wall Street para, em seguida, retomar as perdas.
Juros futuros fecham com viés de alta
Os juros futuros encerraram a sessão regular com viés de alta nos vencimentos curtos e com avanço mais intenso nos contratos mais longos. Um clima de cautela com a cena política conduziu os negócios. O DI para janeiro de 2019 encerrou a sessão regular a 6,235% ante 6,224% no ajuste de segunda-feira. O DI para janeiro de 2020 fechou a 7,090% ante 7,072% no ajuste de segunda-feira. O DI para janeiro de 2021 fechou a 8,080% ante 8,032% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2023 encerrou a 9,080% ante 9,002% no ajuste anterior, enquanto o DI para janeiro de 2025 ficou em 9,570% ante 9,502%.
Mercado adota estratégia de redução do risco
Entre agentes do mercado, surgiu um consenso de que reduzir risco nas carteiras é a melhor estratégia para a véspera do julgamento do pedido de habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no STF, programado para esta quarta-feira. "Convém aliviar o risco agora e aguardar o desenrolar do julgamento, que deverá ser longo e durar uns dois dias", disse o sócio da Laic-HFM Gestão de Recursos, Vítor Carvalho. Vale lembrar que os juros futuros abriram com viés de baixa, sob a influência do fraco desempenho da indústria em fevereiro (alta de 0,2% ante janeiro), segundo mostrou pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).





