Mercado financeiro
Juros Futuros
subiram
Petrobras ON e PN
desceram
Dólar sobe com mau humor externo e cautela com STF
O cenário internacional adverso em uma semana de agenda carregada pesou sobre o mercado de câmbio brasileiro e o dólar fechou em alta de 0,36% na segunda-feira (2), cotado a R$ 3,3151 no mercado à vista. Os atritos comerciais entre Estados Unidos e China, a crise das empresas de tecnologia americanas e a forte queda dos preços do petróleo foram os principais catalisadores da alta do dólar ante o real e outras moedas de países emergentes e exportadores de commodities. No cenário doméstico, a proximidade do julgamento do habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ajudou a aumentar a busca por posições defensivas.
Moeda americada deve oscilar com viés de queda ao longo da semana
O dia começou sob a repercussão do anúncio do governo da China de adotar tarifas para 128 produtos dos EUA, no valor de aproximadamente US$ 3 bilhões. A notícia enfraqueceu o dólar ante moedas fortes e o Dollar Index (DXY) terminou o dia em baixa de 0,11%, aos 90,052 pontos. O diretor da Wagner Investimentos, José Faria Junior, acredita que o dólar deve oscilar no intervalo entre R$ 3,25 e R$ 3,35, com boas chances de queda para esta semana se o STF (Supremo Tribunal Federal) rejeitar o habeas corpus de Lula, em julgamento marcado para quarta-feira (4). "Uma vez negado o HC, o dólar pode cair para algo em torno de R$ 3,27 ou R$ 3,28", afirma.
Bolsa começa a semana com perdas
Muito embora siga o mau humor externo, espelhando a forte queda dos índices acionários em Nova York, a bolsa brasileira teve motivos domésticos para ter um dia de perdas. O Ibovespa encerrou o pregão em baixa de 0,82%, aos 84.666,43 pontos. O giro financeiro de R$ 8 bilhões, abaixo da média do ano, é um dos fatores que indicam esse acautelamento. Entre as blue chips, Petrobras ON e PN lideraram as perdas (-2,65%) e (-2,38%) em linha com a forte queda na cotação dos contratos futuros de petróleo no mercado internacional. No bloco financeiro, Banco do Brasil caiu 1,90%, Itaú Unibanco PN recuou 0,49%, Bradesco PN perdeu 0,92% e Santander, 1%.
Juros Futuros fecham a segunda-feira com viés de alta
Os juros futuros encerraram a sessão regular com viés de alta nos contratos principais, sendo que os vencimentos mais longos registraram avanço um pouco mais acentuado. Segundo profissionais da renda fixa, o dia foi de cautela no segmento. O DI para janeiro de 2019 fechou a 6,225% ante 6,219% no ajuste de quinta-feira. O DI para janeiro de 2020 encerrou a 7,070% ante 7,031% no ajuste de quinta-feira. O noticiário político doméstico conturbado e as preocupações com a cena externa elevaram a tensão no mercado. O DI para janeiro de 2021 fechou a 8,030% ante 7,962% no ajuste de quinta-feira. O DI para janeiro de 2023 encerrou a 9,00% ante 8,962% no ajuste de quinta-feira.





