Juros Futuros
subiram

Bolsa
desceu

Moeda americana fecha com alta de 0,58%
O movimento de aversão ao risco no mercado internacional levou a cotação do dólar a emplacar novo pico em 2018, atingindo na terça-feira (27), a maior cotação desde 22 de dezembro. A moeda já iniciou o dia em alta e consolidou a tendência com as tensões nos Estados Unidos, que levaram a uma expressiva queda das bolsas de Nova York. Ao final dos negócios, o dólar à vista foi negociado por R$ 3,3285, em alta de 0,58%. Ao longo do dia, a cotação chegou à máxima de R$ 3,3365 (+0,82%), registrada no período da tarde. "O que ocorreu por aqui não fugiu muito do que se viu no exterior, até porque não tivemos nada específico de Brasil", disse Ignácio Crespo, economista da Guide Investimentos.

Mercado acionário doméstico acompanha a baixa em Wall Street
O Ibovespa foi contaminado pelo mau humor externo e acompanhou de perto o movimento de baixa dos principais pares em Wall Street. O índice à vista largou o patamar dos 84 mil pontos chegando a tocar os 83.542,05 pontos, na mínima intraday. Fechou em queda de 1,50%, aos 83.808,05 pontos, elevando as perdas no mês para 3,60%. "Fomos atropelados pelas bolsas americanas. Com volume baixo, acompanhamos o exterior", disse Vitor Suzaki, analista da Lerosa Investimentos. A B3 informou que o volume que somava R$ 10 bilhões no início de fevereiro passou a ser negativo em R$ 152,554 milhões na sexta-feira. O giro financeiro do pregão da terça seguiu abaixo da média do mês e foi de R$ 9,4 bilhões.

Juros reagem a mensagem da ata do Copom
Os juros futuros fecharam a sessão regular desta terça em alta nos contratos de curto e médio prazos e perto dos ajustes anteriores nos vencimentos longos, refletindo a mensagem da ata do Copom (Comitê de Política Monetária). Os contratos de longo prazo refletiram, ainda, a alta do dólar, que chegou à casa dos R$ 3,33.
A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 encerrou em 6,240%, de 6,214% no ajuste de ontem, e a do DI para janeiro de 2020 subiu de 7,04% para 7,07%. O DI para janeiro de 2021 encerrou com taxa de 7,97%, de 7,95% ontem no ajuste. O DI para janeiro de 2023 terminou em 8,97%, de 8,96% no ajuste anterior.

Queda da Selic deve parar em maio
A ata do Copom confirmou a expectativa de mais um corte da Selic em 0,25 ponto porcentual em maio, mas reduziu as apostas de que o ciclo de queda pudesse continuar em junho. O documento diz que o Copom vê como apropriado - neste momento - um corte adicional na taxa básica, como forma de mitigar o risco de postergação da convergência da inflação rumo às metas. "Tendo em vista o cenário básico do Copom, o balanço de riscos e as defasagens e incertezas associadas ao processo de transmissão da política monetária, o Comitê concluiu que deverá se mostrar apropriado interromper o processo de flexibilização monetária", enfatiza o documento.

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