MERCADO FINANCEIRO
Ibovespa
sobe
Dólar
desce
Notícia de Meirelles traz cautela para os negócios
O mercado acionário doméstico operou no positivo espelhando o comportamento das bolsas globais. No entanto, no plano doméstico, as incertezas sobre quem sucederá a Henrique Meirelles no Ministério da Fazenda trouxeram a cautela para os negócios durante o pregão. Ainda assim, o Ibovespa encerrou a sessão em alta de 0,84%, alcançando os 85.087,86 pontos. O baixo volume de negócios verificado, de R$ 7,44 bilhões, traduziu sentimento ressabiado dos investidores, de acordo com Ariovaldo dos Santos, gerente da mesa de renda variável da H Commcor.
Blue chips operam em alta e ações da Petrobras valorizam
De acordo com especialistas em renda variável, a notícia de que Meirelles deixará a Fazenda fez perder fôlego o índice, que havia subido mais de 1% na primeira hora desde a abertura. Aliado a isso, os investidores aguardavam para o início da tarde o julgamento de recurso da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As blue chips operaram em alta. Entre os destaques, as ações da Petrobras, que se valorizaram na contramão das cotações do petróleo no mercado internacional, que encerraram o dia em baixa de cerca de 0,60%. Por aqui, Petrobras ON ganhou 0,84% e PN valorizou 1,29%. Vale ON subiu 0,96%.
Dólar sofre correções, recua ante o real e fecha a R$ 3,3093
O dólar negociado no Brasil cedeu a uma correção de altas recentes vinda do exterior e recuou levemente ante o real. Chamou a atenção no mercado a resistência das cotações no nível dos R$ 3,30, tanto no mercado à vista como no futuro. Segundo analistas, os motivos podem ser internos. O dólar à vista terminou o dia em R$ 3,3093, em baixa de 0,21%. Dois assuntos distintos se destacaram no front interno: a notícia de que Meirelles estaria mesmo decidido a deixar o cargo para se dedicar a uma candidatura à presidência e o julgamento dos recurso de embargos infringentes do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no TRF-4.
Taxas de juros futuros encerram em baixa com Copom e RTI
Os juros futuros encerraram em baixa consistente a sessão regular, amparados na expectativa dos investidores pela ata do Comitê de Política Monetária (Copom), nesta terça-feira (27), e pelo Relatório Trimestral de Inflação (RTI), na quinta-feira (29), que devem endossar a intenção do Comitê de continuar reduzindo a Selic no encontro de maio. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 encerrou em 6,215%, de 6,239%; a taxa do DI para janeiro de 2020 caiu de 7,14% para 7,04%; e a do DI para janeiro de 2021, de 8,07% para 7,95%. A taxa do DI para janeiro de 2023 fechou em 8,96%, de 9,05%.





