Subiu
Petrobras

Desceu
Dólar

Aperto monetário suave nos EUA garante avanço
O entendimento dos investidores de uma postura mais suave do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) no ciclo de aperto monetário, ao promover a alta de 0,25 ponto na taxa de juros do país norte-americano, impulsionou o Ibovespa a tocar o patamar dos 85 mil pontos perto do fim do pregão de quarta-feira (21). Mas perdeu a força e fechou em alta de 0,97%, aos 84.976,58 pontos e giro financeiro de R$ 11,1 bilhões. De acordo com analistas, só não subiu mais durante o pregão porque ainda havia um sentimento de cautela com as expectativas em torno da decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) no início da noite.

Setores de commodities puxam índice para cima
Na avaliação de analistas, a boa perspectiva para a atividade dos Estados Unidos também contribuiu para a alta dos setores de energia. Os contratos futuros de petróleo subiram em torno de 3%, assim como os índices de metais. O minério de ferro já havia fechado com valorização de 0,46% no porto de Qingdao, na China. Por aqui, as ações da Petrobras ON e PN fecharam com ganhos de 3,80% e 4,11%, respectivamente. Vale ON subiu 2,16%. A indicação de que o ciclo de aperto monetário nos EUA tenha ficado mais longo, ou mais suave, melhorou o cenário de incertezas que pairava desde o mês passado, ainda que a decisão tenha sido em divisão igualitária no Fed.

Dólar devolve ganhos de últimas duas sessões
O desfecho da reunião de política monetária do Fed reforçou o movimento de desmontagem de posições compradas em dólar e a moeda americana ampliou o ritmo de queda ante o real no período da tarde. A leitura de que o Banco Central dos Estados Unidos deverá manter o gradualismo em 2018 enfraqueceu a moeda americana, embora tenha deixado espaço para cautela para os anos subsequentes. O dólar à vista teve queda de 1,28%, cotado a R$ 3,2661. Com isso, devolveu com folga as altas das duas sessões anteriores. Os negócios à vista somaram US$ 1,168 bilhão. No mercado futuro para abril, era cotada a R$ 3,2705 às 17h32, com perda de 1,31%.

Taxas de juros caem mais no longo prazo
Os juros futuros fecharam a sessão em baixa um pouco mais firme na ponta longa da curva, acompanhando a reação positiva ao resultado da reunião do Fed. Os contratos de curto prazo, por sua vez, moveram-se mais comedidamente, com o investidor à espera do comunicado do Copom, com a possibilidade de novas quedas da Selic nos próximos meses. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 encerrou em 6,455%, de 6,464% no ajuste anterior e a do DI para janeiro de 2020 fechou em 7,39%, de 7,41% no ajuste de terça. A taxa do DI para janeiro de 2021 caiu de 8,30% para 8,25% e a do DI para janeiro de 2023 de 9,16% para 9,09%.

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