Mercado financeiro
Moeda norte-americana sobe 0,68% e fecha aos R$ 3,3084
O dólar superou na terça-feira (20) o teto informal dos R$ 3,30 e atingiu seu maior valor em 2018, com os mercados focados na primeira reunião de política monetária do Fed (Federal Reserve (banco central dos EUA) sob o comando de Jerome Powell. No mercado à vista, o dólar fechou cotado a R$ 3,3084, em alta de 0,68%. É o maior valor da moeda americana desde 28 de dezembro - última sessão de negócios de 2017 -, quando a cotação terminou em R$ 3,3155. Os negócios no mercado à vista somaram US$ 770 milhões, de acordo com os números da B3. No mercado futuro, o dólar para liquidação em abril tinha ganho de 0,67% às 17h21, aos R$ 3,3100.
Mercado acionário opera com cautela
A um dia das decisões de política monetária nos Estados Unidos e no Brasil, o mercado acionário doméstico operou sob o signo na cautela nesta terça, rondando a estabilidade, e encerrando a sessão de negócios com giro financeiro de R$ 8,14 bilhões - abaixo da média de R$ 11 bilhões registrada durante o mês de março. Mesmo subindo apenas 0,30% o Ibovespa teve a mínima força para manter os 84.163,79 pontos. Diante do noticiário fraco tanto no Brasil como no exterior, os investidores optaram pelo compasso de espera. Nesse contexto, a leve alta foi ajudada pelas ações de mais peso na carteira teórica e ligadas às commodities.
Juros futuros apresentam alta moderada na terça-feira
Os juros futuros de médio e longo prazos fecharam a sessão regular em alta moderada, refletindo a cautela com o cenário externo, que levou o dólar a subir ante o real para o patamar de R$ 3,30. Os contratos de curto prazo oscilaram perto da estabilidade, encerrando perto dos ajustes de segunda-feira. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 encerrou em 6,465%, de 6,464% no ajuste de segunda, e a do DI para janeiro de 2020 subiu de 7,36% para 7,41%. A taxa do DI para janeiro de 2021 terminou em 8,30%, de 8,23% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2023 avançou de 9,09% para 9,16%.
Investidores estão cautelosos com decisão do Fed
Com agenda e noticiário domésticos nesta terça pouco expressivos, os juros estabeleceram uma correlação com o dólar desde o período da manhã. Os investidores optaram por uma estratégia mais cautelosa diante do risco de o Fed ampliar suas projeções de alta de juros, de três para quatro, este ano. Para a decisão em si, a aposta consensual é de alta da taxa dos fed funds para a faixa entre 1,50% e 1,75%. Sobre o Copom, como o mercado precifica amplamente um corte de 0,25 ponto porcentual na atual Selic de 6,75%, a expectativa é pelas sinalizações do comunicado em relação aos próximos passos da política monetária.





