MERCADO FINANCEIRO
Subiu
Dólar
Desceu
Vale
Cautela sobre decisão do Fed e com Facebook marcam dia
O mau humor dos mercados acionários externos contaminou a sessão de negócios desta segunda-feira (19) e o Ibovespa registrou o quinto pregão de queda consecutivo, sem ter força para manter o patamar dos 84 mil pontos. O índice à vista fechou em baixa de 1,15%, aos 83.913,06 pontos. As principais bolsas na Europa encerraram com perdas assim como em Wall Street. Segundo analistas, o sentimento de cautela com relação ao que poderá vir no comunicado do comitê de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) sobre a intensidade do aperto do juro e as notícias negativas sobre eventual investigação do Facebook pelo Congresso dos Estados Unidos azedaram o dia.
Temos sobre protecionismo derruba ações de blue chips
O recuo de mineradoras, siderúrgicas e petroleiras no mercado europeu também teve reflexo direto nas correlatas brasileiras. Outra questão é que ainda paira no ar o temor de que a onda protecionista do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, possa se estender para outras commodities no futuro. Entre as blue chips, a Vale ON refletia não apenas esse movimento, mas também era influenciada pela queda de mais de 3% do minério de ferro no porto de Qingdao, na China. As ações se desvalorizaram 2,84%. No caso da Petrobras, embora as cotações do petróleo não tenham registrado forte queda perto do fechamento, os papéis ON e PN recuaram 3,34% e 2,33%, respectivamente.
Dólar se valoriza diante de emergentes e commodities
A expectativa dos investidores pela decisão de política monetária nos EUA na quarta-feira (21) manteve o dólar valorizado ante moedas de países emergentes e exportadores de commodities. Por aqui, a divisa operou em alta desde a abertura, com o teto informal dos R$ 3,30, nível de preço considerado atrativo para a venda. Nesse cenário, a cotação do dólar à vista oscilou em um pequeno intervalo, de R$ 0,012, e fechou a R$ 3,2861, com ganho de 0,25% Na máxima do dia, registrada pela manhã, atingiu 3,2958 (+0,55%). Os negócios somaram US$ 906 milhões, segundo dados da B3. Também há expectativa sobre o Comitê de Política Monetária (Copom), que deve reduzir a taxa Selic.
Taxas de juros ficam perto da estabilidade
Os juros futuros fecharam a sessão de lado, com viés de baixa no curtíssimo prazo, comportamento que marcou os negócios durante todo o dia, dada a expectativa pela mensagem do comunicado da decisão do Copom na quarta-feira e, assim, nem o IBC-Br nem as alterações da pesquisa Focus foram capazes de mexer com os preços. Nos demais ativos domésticos, prevalece a cautela inspirada pelo exterior. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 ficou em 6,465%, de 6,474% no ajuste de sexta-feira, e a do DI para janeiro de 2020, em 7,36%, estável. A taxa do DI para janeiro de 2021 passou de 8,21% para 8,23% e a do DI para janeiro de 2023, de 9,08% para 9,09%.





