Bolsa
desceu

Dólar
subiu

Índice fecha em baixa de 1,30%
O Ibovespa operou na quinta-feira (15) basicamente sob influência do ambiente corporativo local e, principalmente, ao dissabor das perdas registradas nos papéis da Petrobras. Muito embora tenha tocado os 84.719 pontos na mínima intraday (-1,55%), no final do pregão o índice reduziu a queda para 1,30% e fechou nos 84.928,20 pontos. Segundo o gestor-chefe da Garín gestora de investimentos, Ivan Kraiser, o recuo nos papéis da petroleira representavam cerca de 300 pontos da queda de 1.180 pontos. O movimento refletia o temor quanto às incertezas dos investidores sobre a nova política de distribuição de dividendos da estatal.

Dólar sobe 0,69%, para R$ 3,2865
Um movimento de aversão ao risco nos mercados globais manteve o dólar em alta consistente ante o real durante toda a sessão de negócios. Os temores em torno da postura protecionista nos Estados Unidos e a cautela antes da decisão de política monetária do país foram dois dos principais fatores a incentivar posicionamentos mais conservadores.Como resultado desse cenário, o dólar se aproximou do teto informal dos R$ 3,30, no qual não opera desde o final de 2017. No mercado à vista, a divisa norte-americana fechou em alta de 0,69%, cotada a R$ 3,2865, maior valor desde 9 de fevereiro. Na máxima, chegou aos R$ 3,2971 (+1,02%).

Curto prazo segue tendência de alta
Os juros futuros de curto prazo completaram a quarta sessão seguida de alta, ainda influenciados pela redução das apostas em torno de uma possível queda da Selic para abaixo de 6,50%. As taxas longas fecharam perto dos ajustes de quarta-feira, com viés de alta em alguns contratos. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou a sessão regular em 6,490%, de 6,484% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2020 encerrou em 7,38%, de 7,35% no ajuste anterior. A taxa do DI para janeiro de 2021 subiu de 8,23% para 8,25% e a do DI para janeiro de 2023 terminou em 9,12%, de 9,10%.

Expectativa pela Selic influencia os vencimentos
A exemplo dos últimos dias, os vencimentos curtos e intermediários continuaram se movendo a partir da expectativa para a Selic nos próximos meses, ainda que a agenda da quinta-feira, que trouxe somente o IGP-10 (Índice Geral de Preços - 10) de março (0,45%) em linha com a mediana das estimativas (0,44%), não tenha interferido nos negócios. Enquanto seguem majoritárias as apostas para a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) na próxima semana em torno de um corte de 0,25 ponto porcentual da Selic, hoje em 6,75%, para maio o mercado vê como cada vez menores as chance de uma nova flexibilização. Com isso, o ciclo de queda seria encerrado, ou ao menos pausado, agora em março.

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