Ibovespa encerra pregão em queda
A bolsa operou nesta quarta-feira (7) ao sabor do mau humor externo, com os investidores pautados tanto pela continuidade das incertezas sobre a imposição de barreira tarifária para o aço e alumínio quanto pelo forte recuo nas cotações do petróleo. O Ibovespa chegou a perder o patamar dos 85 mil durante a maior parte da sessão de negócios, mas recuperou o nível perto do final do pregão quando desacelerou o ritmo de queda em linha com o movimento visto nos pares em Nova York. O Ibovespa fechou em baixa de 0,20%, aos 85.483,55 pontos, com giro financeiro de R$ 10,7 bilhões. As ações da Petrobras fecharam em queda de 1,35% (ON) e 1,05% (PN). Ainda entre as blue chips, Vale ON recuou 0,51%.

Dólar sobe e fecha o dia cotado a R$ 3,2435
O dólar voltou a subir nesta quarta-feira (7) num ajuste determinado pelo cenário externo, onde tornaram a ganhar força os temores de uma guerra comercial, a partir de medidas protecionistas sinalizadas pelos Estados Unidos. Os dados fortes de emprego do relatório ADP, divulgados mais cedo, aumentaram a expectativa pelo "payroll". Já o tom levemente mais duro do Livro Bege, à tarde, teve pouca influência nos mercados de câmbio. Depois de ter caído 1,07% na terça-feira, nesta quarta, o dólar à vista subiu 0,95% e terminou o dia cotado a R$ 3,2435. Ao final da tarde, o dólar mantinha alta ante praticamente todas essas divisas, à exceção do dólar canadense e do peso mexicano.

Juros de longo prazo encerram com viés de alta
Os juros futuros de longo prazo fecharam com viés de alta a sessão regular, enquanto os de curto e médio prazos terminaram com ligeira baixa. O mau humor externo conduziu os negócios nos vencimentos a partir de 2021, que haviam devolvido bastante prêmio recentemente, após o pedido de demissão de Gary Cohn, por se opor ao plano de Donald Trump de aplicar tarifas de importação para alumínio e aço. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 passou de 6,450% para 6,459% e a do DI janeiro de 2020, de 7,39% para 7,36%. A taxa do DI para janeiro de 2021 ficou estável em 8,28%. A taxa do DI para janeiro de 2023 subiu de 9,13% para 9,15%.

Os de curto prazo não sofrem influência negativas do exterior
Os contratos de curto prazo, por sua vez, seguiram blindados das influências negativas em função das apostas cada vez mais crescentes de nova queda da Selic. O Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) de fevereiro, de 0,15%, subiu mais do que apontava a mediana das estimativas coletadas pelo Projeções Broadcast, de 0,10%, mas não mudou a percepção de cenário benigno para a inflação, uma vez que houve forte desaceleração dos preços ao consumidor. O IPC-DI teve aumento de 0,17% em fevereiro, ante um crescimento de 0,69% em janeiro.

mockup