Subiram
Bolsas em Nova York

Desceu
Ibovespa

Moeda cai ao menor valor desde dia 1º de fevereiro
O dólar fechou em forte queda na terça-feira (6), refletindo o aumento do apetite por risco no exterior e a nova derrota do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Justiça. Lá fora, o otimismo foi alimentado principalmente pela expectativa de que as medidas protecionistas de Donald Trump não sejam consumadas, o que fortaleceu moedas de países emergentes e exportadores de commodities. Por aqui, o placar de 5 a 0 contra o habeas corpus de Lula no STJ (Superior Tribunal de Justiça) ficou dentro do esperado, mas foi bem recebido. Assim, o dólar à vista fechou em queda de 1,07%, cotado a R$ 3,2129, menor valor desde 1º de fevereiro (R$ 3,1697).

Commodities puxam para baixo índice da Bovespa
A despeito de operar em alta desde a abertura do pregão, indicando um ambiente de menor aversão ao risco, o Ibovespa inverteu a mão e registrou sucessivas mínimas na última hora da sessão de negócios, deixando para trás o patamar dos 86 mil pontos. O índice à vista fechou em baixa de 0,43%, na mínima, aos 85.653,01 pontos, com giro financeiro de R$ 10,97 bilhões. A queda no final do dia foi ditada por uma forte correção nas blue chips, levando o índice à vista descolar totalmente dos pares em Nova York, que fecharam em terreno positivo. O arrefecimento das cotações do petróleo influenciaram os papéis da Petrobras e a Vale seguiu em linha com a desvalorização do minério de ferro na China.

Mercado melhora diante de mudança de tom de Trump
De acordo com analistas, a sessão de negócios na bolsa ocorreu em um ambiente melhor pautado pela mudança de tom do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a sobretaxa do aço e do alumínio. Assim, diminuíram as preocupações sobre uma guerra comercial que tivesse impacto direto sobre o crescimento econômico global, que é o que sustenta o apetite por risco. A agência de classificação de risco Fitch avaliou em relatório publicado ontem que o plano de Trump, de impor tarifas de importação de 25% sobre o aço e 10% sobre o alumínio, poderia aumentar os riscos para o crescimento global se resultasse em medidas de retaliação por outros países.

Taxas de juros fecham perto de ajustes anteriores
Os juros futuros fecharam a sessão regular perto dos ajustes anteriores, com viés de queda nos prazos intermediários, após exibirem baixa por quatro sessões consecutivas. Pela manhã, as taxas chegaram a subir em meio à realização de lucros, mas que perdeu força à tarde com o julgamento do habeas corpus preventivo de Lula no STJ. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou em 6,460%, de 6,464% no ajuste anterior e a taxa do DI para janeiro de 2020 passou de 7,41% para 7,39%. A taxa do DI para janeiro de 2021 encerrou a 8,30%, de 8,28%, e a do DI para janeiro de 2023 fechou em 9,13%, mesmo patamar do ajuste de segunda-feira.

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