Subiu
Gerdau

Desceu
Petrobras

Boa perspectiva interna segura índice ma sessão
Após ser impactado pelo azedume do mercado acionário de Nova York, o Ibovespa ganhou fôlego nos últimos momentos do pregão e conseguiu fechar em leve alta (0,03%) nesta quinta-feira, primeiro dia de março, aos 85.377,78 pontos. A bolsa brasileira passou a primeira parte da sessão em alta, depois de perdas de 2,62% nos dois dias anteriores. Resultados corporativos positivos, como da Ambev, além da confirmação de crescimento de 1% do PIB (Produto Interno Bruto) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) corroboravam para o movimento. A virada de mão veio no meio da tarde com o aprofundamento das perdas nos mercados acionários de Wall Street.

Barreira tarifária de Trump afeta papeis de siderúrgicas
O presidente Donald Trump anunciou a barreira tarifária para o aço, afetando ações do setor. Porém, o Ibovespa teve força para ficar no azul pelas melhores perspectivas para a economia brasileira, apesar da queda das cotações das commodities, em especial o petróleo. Os papéis da Petrobras ON e PN caíram 1,64% e 2,00%, respectivamente. Houve recuperação das ações do setor bancário pela previsão de expansão do crédito, com Itaú Unibanco subindo 1,47%, Banco do Brasil, 0,72% e Bradesco, 0,57%. As ações da Gerdau e Gerdau Metalúrgica refletiram positivamente a barreira tarifária nos EUA por terem filial por lá e subiram 3,19% e 1,27%, as maiores altas do Ibovespa no ano.

Dólar avança sobre moedas emergentes
O dólar iniciou março com alta, em um movimento mais uma vez determinado pela influência do mercado de câmbio internacional. A forte desvalorização do petróleo e das bolsas americanas e as incertezas quanto à política monetária do Fed pesaram e trouxeram volatilidade e aversão ao risco. Com isso, o dia foi de alta do dólar ante a maioria das moedas emergentes, incluindo o real. O noticiário doméstico foi considerado neutro. Em meio à volatilidade no mercado externo, o dólar à vista oscilou em um intervalo de 3 centavos, entre a mínima de R$ 3,2387 (-0,09%) e a máxima de R$ 3,2716 (+0,93%). Ao final dos negócios, marcou R$ 3,2514, com ganho de 0,31% ante o real.

Taxas de juros caem de olho em corte na Selic
Os juros futuros oscilaram de forma moderada. As taxas de curto prazo estiveram em baixa pela expectativa de mais um corte da Selic pelo Copom (Comitê de Política Monetária), reforçada pelo PIB abaixo da mediana das estimativas. Na curva a termo, as apostas em torno de redução de 0,25 ponto na taxa básica deram um salto. Os longos oscilaram em alta com o avanço do dólar. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2019 encerrou em 6,555%, de 6,575% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2020 recuou de 7,55% para 7,53%. A taxa do DI para janeiro de 2021 caiu de 8,45% para 8,43. A taxa do DI para janeiro de 2023 terminou em 9,24% (mínima), de 9,25%.

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