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Pregão reflete mau humor em Wall Street
O Ibovespa acelerou o ritmo de queda na última hora do pregão de quarta-feira (28), largando de vez o patamar dos 86 mil pontos em torno do qual oscilou na maior parte da sessão. O movimento espelhou o mau humor vindo dos pares em Wall Street, cujos índices foram pressionados pelo sentimento de cautela dos investidores diante da divulgação de dados sobre consumo e mais um depoimento de Jerome Powell, novo presidente do Federal Reserve (banco central dos Estados Unidos). O índice à vista encerrou em baixa de 1,82%, aos 85.353,59 pontos. Assim, o Ibovespa ainda encerrou fevereiro no azul, com uma valorização de 0,52% e acumula alta de 11,72% em 2018.
Commodities puxam blue chips para baixo
As commodities ditaram o movimento de perdas lá fora, com influência no mercado acionário doméstico. O recuo tanto do minério de ferro quanto do petróleo infringiu perdas aos papéis de empresas correlatas. O minério de ferro arrastou as principais mineradoras em Londres e, por aqui, a Vale. Os papéis da brasileira, em baixa durante todo o dia, aceleraram a queda quase no fim do pregão em meio a notícias de que a companhia prepara uma oferta subsequente (follow on) para a venda da fatia que o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, Previ, detém na empresa. Já as cotações do petróleo aprofundaram perdas amparadas pelo estoque acima do previsto nos EUA.
Dólar tem leve baixa por dados positivos no País
O dólar fechou em leve baixa ante o real, na contramão da direção da divisa no mercado externo, onde predominou o sinal de alta, principalmente ante moedas emergentes. Apesar de persistirem algumas incertezas, os investidores evitaram carregar posições compradas em moeda estrangeira. Em meio aos fundamentos domésticos essencialmente positivos, operadores relataram ainda ingressos de recursos externos ao País, com destaque para o segmento comercial. O dólar à vista terminou a R$ 3,2415, queda de 0,24%. O volume de negócios somou US$ 922,5 milhões, segundo dados da B3. Com o resultado de hoje, a moeda americana encerrou fevereiro com alta de 1,58%.
Taxas de juros terminam com queda generalizada
Os juros futuros encerraram a sessão em queda generalizada, refletindo sobretudo fatores internos que puderam se sobressair na medida em que o ambiente externo esteve favorável. As taxas ampliaram o movimento à tarde, quando bateram mínimas após a divulgação do resultado do setor público consolidado, que veio perto do teto das estimativas do mercado. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 encerrou em 6,575%, de 6,600% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2020 caiu de 7,59% para 7,55%. A taxa do DI para janeiro de 2021 fechou em 8,45%, de 8,50% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2023 fechou em 9,25%, de 9,29%.





