MERCADO FINANCEIRO
Desceu
Ibovespa
Subiu
Dólar
Declaração de presidente do Fed concentra atenções
Após nove sessões consecutivas de alta, o Ibovespa encontrou nesta terça-feira (27) o espelhamento da queda dos pares, principalmente em Wall Street, devido ao espaço para a realização de lucros. Segundo analistas, é apenas um fôlego para seguir em trajetória de alta. O índice à vista aprofundou a queda e largou o patamar dos 87 mil pontos, fechando com perda de 0,82%, aos 86.935,43 pontos. Segundo analistas, o movimento ocorreu pela fala do novo presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, sobre o fortalecimento da economia e da inflação nos Estados Unidos, o que gerou a desconfiança de que poderia fazer quatro, e não três, altas no juro básico este ano.
Petrobras segura índice por nova venda de ativo
A Petrobras, cujos papéis estiveram na maior parte do dia em alta, passou ao largo tanto da influência da queda do preço do petróleo no mercado internacional quanto do rebaixamento da nota de sua dívida (de BB para BB-, com perspectiva estável) pela agência de classificação de risco Fitch Ratings. O corte veio na esteira do downgrade soberano na sexta-feira passada. Mas, ao final do pregão, ambas as ações cederam à conjuntura e encerraram em queda de 0,26% (ON) e 0,09% (PN). Um operador creditou a valorização dos papéis à espera de investidores por notícias corporativas. De fato, ao fim do dia, a estatal anunciou o início do processo de venda de mais um ativo (Polos Enchova e Pampo).
Dólar se valoriza frente a produtores de commodities
O fortalecimento do dólar no mercado internacional foi determinante para levar a moeda americana a subir também ante o real, depois de três sessões consecutivas de queda. A fala do presidente do Fed concentrou as atenções desde cedo e respondeu em boa medida pelo fortalecimento da divisa ao redor do mundo. Ao fim dos negócios no mercado à vista, o dólar foi negociado a R$ 3,2492, em alta de 0,71%. A declaração gerou reação nos mercados internacionais e teve reflexos também por aqui, com o dólar à vista atingindo a máxima do dia, cotado a R$ 3,2556 (+0,91%), às 12h56. A queda dos preços do petróleo foi outro fator a valorizar o dólar ante moedas de exportadores da commodity.
Taxas de juros tem alta para prazos mais longos
Os juros futuros de longo prazo fecharam em leve alta e as taxas curtas, perto da estabilidade. O principal fator foram as declarações do presidente do Fed, que pressionaram dólar e rendimentos dos Treasuries. A agenda local, que teve o IGP-M de fevereiro (+0,07%) e os dados do Governo Central de janeiro, ficou em segundo plano. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou em 6,600%, de 6,5900% no ajuste anterior e a do DI para janeiro de 2020 passou de 7,60% para 7,59%. A taxa do DI para janeiro de 2021 encerrou em 8,50%, de 8,48%, e a do DI para janeiro de 2023 subiu de 9,27% para 9,29%. O DI para janeiro de 2025 terminou em 9,67%, de 9,64%.





