Bolsa
subiu

Dólar
desceu

Ibovespa encerra 5º pregão de recorde consecutivo
A valorização das commodities e a continuidade das perspectivas positivas para a economia doméstica, principalmente com a menor taxa de juros da história, pesaram positivamente sobre o desempenho da bolsa na sessão de negócios da segunda-feira (26). O Ibovespa fechou em alta pelo 9º pregão consecutivo, aos 87.652,63 pontos (+0,41%), sendo o 5º recorde histórico. O giro financeiro na sessão de negócios foi de R$ 11,8 bilhões, reforçando o fluxo de entrada para renda variável de investidores tanto estrangeiros como domésticos. Marco Tulli Siqueira, gestor de renda variável da Coinvalores, observa que os investidores institucionais brasileiros estão indo buscar maior rentabilidade na bolsa.

Apetite por risco no exterior manteve dólar em baixa
O dólar teve a sua terceira baixa consecutiva favorecida pelo ambiente de apetite por risco no exterior, em combinação com um cenário interno marcado por indicadores econômicos positivos. Com inflação em baixa, arrecadação em alta e firme ingresso de recursos externos, o rebaixamento do rating da sexta se diluiu quase por completo.O dólar à vista terminou o dia em baixa de 0,44%, cotado a R$ 3,2262. Uma das principais expectativas para o mercado de câmbio nos próximos dias está relacionada aos discursos do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, na Câmara e Senado americano. A aposta é que ele manterá o discurso "dovish" sinalizado pela instituição nos últimos dias.

Vencimentos longos fecharam em queda
Os juros futuros terminaram a sessão regular da segunda-feira em queda nos vencimentos longos, enquanto os contratos curtos fecharam perto da estabilidade. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 encerrou na máxima de 6,590%, de 6,570% no ajuste da sexta-feira e a do DI para janeiro de 2020 passou de 7,61% para 7,60%. A taxa do DI para janeiro de 2021 recuou de 8,52% para 8,48%. O DI para janeiro de 2023 encerrou com taxa de 9,27%, de 9,36% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2025 caiu de 9,76% para 9,64%. O movimento da ponta longa continuou respondendo à decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) de extinguir, em até dois anos, o prazo médio de repactuação mínimo (PRC) de 24 meses.

Contratos curtos oscilaram perto dos ajustes
Sem agenda de indicadores nesta segunda-feira com potencial para mexer na percepção para a política monetária nos próximos meses, os contratos curtos oscilaram perto dos ajustes, durante todo o dia, enquanto os longos seguiram refletindo a medida do CMN e o exterior. "Estamos sem muitas novidades neste pregão e também no fim de semana. Com isso, prevalece a decisão do CMN e mercados lá fora, que estão num ritmo mais positivo", disse o trader da Quantitas Asset, Matheus Gallina, lembrando que o rendimento dos Treasuries estão em baixa e há apetite pelo risco de Bolsa.

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