MERCADO FINANCEIRO
Ibovespa
sobe
Dólar desce
Ibovespa fecha em nova máxima histórica
Índice da bolsa tem sétima alta consecutiva e valoriza 0,74%
Embalado pelos bons resultados corporativos, no plano doméstico, e por bons ventos externos, o Ibovespa fechou em alta pelo sétimo dia consecutivo. Na primeira etapa da sessão manteve-se no nível dos 87 mil pontos, mas isso não se sustentou à tarde. Ainda assim o índice à vista encerrou o pregão aos 86.686,44 pontos, com valorização de 0,74%, e renovando a máxima histórica pelo terceiro dia seguido. O volume financeiro foi de R$ 11,13 bilhões. Segundo a B3, em fevereiro, o fluxo de não-residentes segue negativo, em R$ 3,9 bilhões. Mas, no ano, o saldo está positivo em R$ 5,6 bilhões.
Safra de balanços alavancam bolsa
Analistas destacam que a safra de balanços, em sua grande maioria positiva, contribui para alavancar os negócios na bolsa. A sessão de negócios teria sido influenciada pelo rescaldo da divulgação da ata do Comitê de Política Monetária do Federal Reserve (Fed) e pela alta relevante das cotações do petróleo no mercado internacional. Entre as blue chips, o Banco do Brasil foi destaque de alta, em resposta a um balanço superior às expectativas. Os papéis ON do banco passaram o dia com ganhos acima de 3%, fechando a 3,11%. As ações da Petrobras também apresentaram alta relevante de 2,99% (ON) e 2,42% (PN).
Dólar tem primeira queda da semana
O enfraquecimento do dólar no âmbito internacional foi refletido no mercado de câmbio brasileiro, onde a moeda americana teve a primeira queda da semana. O noticiário interno foi pouco influente. Assim, expectativas com política monetária internacional e preços do petróleo foram os principais drivers que levaram o dólar à vista a fechar com baixa de 0,52%, aos R$ 3,2490. "O que vimos nesta quinta (22) foi a retomada da busca por risco, depois de uma interrupção na quarta (21), após a ata do Fed. A fala de Bostic acabou por reduzir o temor de um Fed mais 'hawkish', gerado depois da aceleração da inflação", disse Cleber Alessie, operador da Hcommcor corretora.
Taxas de juros futuros fecham em alta e perto da estabilidade
Os juros futuros de curto e médio prazo fecharam em alta a sessão regular, refletindo um movimento de realização de lucros após a forte queda nas taxas desde a semana passada. Os vencimentos longos encerraram perto da estabilidade, em meio ainda à aceleração da queda do dólar. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 encerrou em 6,590%, de 6,550% no ajuste da véspera e a do DI para janeiro de 2020 subiu de 7,58% para 7,63%. A taxa do DI para janeiro de 2021 terminou em 8,56%, ante ajuste anterior a 8,53%. A taxa do DI para janeiro de 2023 fechou a 9,45% (mínima), de 9,46%.





