Subiu
Dólar

Desceram
Juros de curto e médio prazos

Ata sobre juros nos EUA provoca altos e baixos
Pelo sexto pregão consecutivo, o Ibovespa fechou em alta na quarta-feira (21) e firmou-se no patamar histórico dos 86 mil pontos. Na segunda etapa do dia, o índice à vista chegou a furar o nível dos 87 mil pontos, em consonância ao tom aparentemente mais suave da ata da reunião do Comitê de Política Monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA). A primeira leitura do documento embalou o otimismo dos mercados por indicar que os dirigentes do banco ainda não mudaram os planos a respeito do ritmo do aperto monetário. Perto do fim da sessão, entretanto, parte dos investidores tiveram entendimento contrário e o índice encerrou o dia com valorização de 0,29%, aos 86 051,81 pontos.

Perspectivas otimistas puxam apetite ao risco
A bolsa brasileira tem tido um comportamento descolado dos pares em Nova York, operando em terreno positivo. Analistas são unânimes em afirmar que o pano de fundo são as melhores perspectivas para a economia brasileira, reforçadas a cada novo dado divulgado, e os bons resultados que as empresas listadas na bolsa têm apresentado. Com o crescimento econômico global, criou-se maior propensão ao risco não só no Brasil, mas mundialmente. O giro financeiro de ontem foi de R$ 14,9 bilhões, mas os investidores estrangeiros ingressaram com R$ 256,850 milhões na última segunda-feira (19). Mesmo assim, em fevereiro, o fluxo segue negativo em R$ 3,846 bilhões. No ano, está positivo em R$ 5,703 bilhões.

Dólar vai da mínima à máxima em minutos
A divulgação da ata da mais recente reunião do Fed movimentou o mercado de câmbio, das mínimas para as máximas do dia, em poucos minutos, devido às diferentes interpretações da ata divulgada pelo comitê do Fed. No mercado à vista, o dólar fechou em alta de 0,21%, cotado a R$ 3,2660. A primeira reação dos mercados foi pela percepção de que estaria afastada, por ora, a possibilidade de haver quatro altas de juros neste ano. Outras interpretações, porém, levaram em conta o fato de a última reunião do Fed ter sido sob o comando de Janet Yellen e também antes que se tenha percebido a aceleração da inflação nos EUA, o suficiente para a virada das cotações lá fora e aqui.

Taxas de juros têm queda diante de melhora lá fora
Os juros futuros de curto e médio prazos fecharam a sessão regular em leve queda e os longos praticamente estáveis, pouco antes da divulgação da ata do Fed. Logo após a publicação do documento, às 16 horas, os ativos aqui e em Nova York engataram melhora. Por isso, as taxas tendem a acompanhar a reação dos demais segmentos na sessão estendida. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou na mínima de 6,550%, de 6,575% no ajuste de terça, e a do DI para janeiro de 2020 caiu de 7,62% para 7,58%. A taxa do DI para janeiro de 2021 encerrou na mínima, de 8,53%, ante 8,57% no ajuste anterior. A taxa do DI para janeiro de 2023 fechou em 9,46%, de 9,47%.

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